Vénus de Willendorf

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A Vénus de Willendorf, hoje também conhecida como Mulher de Willendorf, é uma estatueta com 11,1 cm (4 3/8 polegadas) de altura representando estilisticamente uma mulher, descoberta no sítio arqueológico do paleolítico situado perto de Willendorf, na Áustria, c. de 2500 a 2000 a.C.Foi desenterrada em 8 de Agosto de 1908 pelo arqueólogo Josef Szombathy. Foi esculpida em calcário oolítico, material que não existe na região, e colorido com ocre vermelho.A Vénus faz parte da colecção do Museu de História Natural de Viena (Naturhistorisches Museum).
Vénus de Willendorf 
, em Willendorf 
Venus von Willendorf 01.jpg 
Vénus de Willendorf 
, no Museu de História Natural de Viena 
calcário oolítico 
Vénus de Willendorf 
Entre 24 000 e 22 000 a.C. 
A Vénus de Willendorf, hoje também conhecida como Mulher de Willendorf, é uma estatueta com 11,1 cm (4 3/8 polegadas) de altura representando estilisticamente uma mulher, descoberta no sítio arqueológico do paleolítico situado perto de Willendorf, na Áustria, c. de 2500 a 2000 a.C. Foi desenterrada em 8 de Agosto de 1908 pelo arqueólogo Josef Szombathy. Foi esculpida em calcário oolítico, material que não existe na região, e colorido com ocre vermelho. Em 1990, após uma revisão da análise estratigráfica deste sítio arqueológico, estimou-se que tivesse sido esculpida há 22 000 ou 24 000 anos. Pouco se sabe sobre a origem, método de criação e significado cultural. A Vénus não pretende ser um retrato realista, mas uma idealização da figura feminina. A vulva, seios e barriga são extremamente volumosos, de onde se infere que tenha uma relação forte com o conceito da fertilidade. Os braços, muito frágeis e quase imperceptíveis, dobram-se sobre os seios e não têm uma face visível, sendo a cabeça coberta do que podem ser rolos de tranças, um tipo de penteado ou mesmo vários olhos. O apelido com que ficou conhecida causa alguma relutância a alguns estudiosos actuais, que não conseguem ver nesta figura com características de obesidade a imagem clássica de uma Vênus. Christopher Witcombe, professor na Sweet Briar College, em Virgínia por exemplo, refere que "a identificação irónica destas figuras com Vénus satisfez de forma prazenteira alguns conceitos correntes, na época, sobre o que era o homem primitivo, sobre as mulheres e sobre o sentido estético". Outros autores têm alguma relutância em identificá-la como a deusa Mãe-Terra (Grande Mãe) da cultura européia do Paleolítico. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar. Os pés da estátua não estão esculpidos de forma que se mantenha em pé por si mesma. Por essa razão, especula-se que fosse usada para ser trazida por alguém em vez de ser apenas observada, podendo ser apenas um amuleto. Há ainda quem avance a hipótese de que poderia ser inserida na vagina, em rituais de fertilidade. A Vénus faz parte da colecção do Museu de História Natural de Viena (Naturhistorisches Museum). Outras representações semelhantes foram descobertas depois desta, ficando também conhecidas como "Vénus". 
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