Tartesso

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Tartesso (em grego: Τάρτησσος) era o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente.[carece de fontes] Herdeira da cultura megalítica andaluza, que se desenvolveu no triângulo formado pelas actuais cidades de Huelva, Sevilha e São Fernando (Cádis), pela costa sudoeste da Península Ibérica, teve por linha central o rio Tartesso, que os romanos chamaram logo de Bétis e os árabes Guadalquivir. Os tartessos poderão ter desenvolvido uma língua e escrita distinta da dos povos vizinhos, com influências culturais de egípcios e fenícios.
Tartesso 
yes 
Reis mitológicos 
Rei proto-histórico 
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Europa 
Monarquia 
Mapa da localização das cidades tartessas 
Argantonio 
Gerião 
Habidis 
Norax 
Gargóris 
Cónio 
Tartessos.png 
TartessUs 
Tartesso 
Iberos 
Espanha 
Península Ibérica 
Turdetânia 
Túrdulos 
c. 550 a.C. 
c. 1000 a.C. 
xsd:gYear -1000  -550 
Mapa da localização das cidades tartessas 
Tartesso (em grego: Τάρτησσος) era o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente.[carece de fontes] Herdeira da cultura megalítica andaluza, que se desenvolveu no triângulo formado pelas actuais cidades de Huelva, Sevilha e São Fernando (Cádis), pela costa sudoeste da Península Ibérica, teve por linha central o rio Tartesso, que os romanos chamaram logo de Bétis e os árabes Guadalquivir. Os tartessos poderão ter desenvolvido uma língua e escrita distinta da dos povos vizinhos, com influências culturais de egípcios e fenícios. Não é certo que tenha existido uma cidade com este nome, dado que ainda não se encontrou sua localização, ainda que estejam perfeitamente documentados outros povoados ao longo do vale do Guadalquivir, território de expansão da civilização dos Tartessos. A sua provável capital talvez fosse Turpa, no lugar que hoje ocupa o porto de Santa Maria, na desembocadura do Guadalete, de cuja raiz “tr” sairiam todas as formas de Tartessos. Provavelmente, a cidade e a civilização já existiam antes de 1000 a.C., dedicadas ao comércio, a metalurgia e a pesca. A posterior chegada dos fenícios e seu estabelecimento em Gadir (actual Cádis), talvez tenha estimulado o seu imperialismo sobre as terras e cidades ao seu redor, a intensificação da exportação das minas de cobre e prata (Os Tartessos converteram-se nos principais provedores de bronze e prata do Mediterrâneo), assim como a navegação até às ilhas Cassitérides (Ilhas Britânicas ou mais concretamente as Ilhas Scilly), de onde importaram o estanho necessário para a produção de bronze, ainda que também o obtivessem pela lavagem de areias que continham estanho. A sua forma de governo era a monarquia, e possuíam leis escritas em tábuas de bronze. Heródoto fala de 6.000 anos. No século VI a.C., Tartesso desaparece abruptamente da História, seguramente varrida por Cartago que, depois da batalha de Alalia, o fez pagar assim sua aliança com os gregos. Outros dizem que foi refundada, sob condições pouco claras, com o nome de Carpia. Os romanos chamaram à ampla Baia de Cádis Tartéssio Sino, mas o reino já não existia mais. Quando o viajante Pausânias visitou a Grécia no século II a.C. (Paus. Desc. 6.XIX.3) viu duas câmaras num santuário de Olímpia, que a gente de Elis afirmava realizadas con bronze tartesso. «Dizem que Tartesso é um rio na terra dos Iberos, chegando ao mar por duas desembocaduras e que entre esses dois locais se encontra uma cidade desse mesmo nome. O rio, que é o mais longo da Ibéria, e tem marés, chamado em dias mais recentes Bétis, e há alguns que pensam que Tartesso foi o nome antigo de Carpia, uma cidade dos Iberos» O solar de Tartesso se perdeu e provavelmente está enterrado sob camadas de sal marinho que substituíram antigos estuários e dunas na moderna desembocadura única do Guadalquivir. Actualmente o delta fluvial foi bloqueado gradualmente por uma enorme faixa de areia que se estende desde o rio Tinto, próximo de Palos de la Frontera, até a ribeira oposta em Sanlúcar de Barrameda. A área está protegida actualmente sob o nome de Parque Nacional de Doñana. O nome de Carpia sobrevive em um lugar num dos meandros do Guadalquivir. De todas as formas, o nome foi associado ao seu monumento mais característico, uma torre mourisca erguida em 1325 pelo construtor responsável do Alcázar de Sevilha. Na Bíblia aparecem referências a um lugar chamado "Tarshish", também conhecido como Tarsis ou Tarsisch. "De facto, o Rei Salomão tinha naves de Tarsis no mar junto com as naves de Hirão. As naves de Tarsis vinham uma vez a cada três anos e traziam ouro, prata, marfim, bugios e pavões." Antigo Testamento, Livro dos Reis I, 10-22 Este lugar se tem relacionado com Tartesso, ainda que exista uma árdua discussão sobre o assunto. Apesar de existirem numerosos restos arqueológicos no sul da Espanha, como o tesouro do Carambolo, que se considera pertencente à cultura tartessa, a cidade de Tartesso ainda não foi encontrada. A sua possível localização foi objeto de estudo pelo arqueólogo e hispanista alemão Adolf Schulten (1870-1960), que morreu sem ver cumprido seu sonho de encontrar a cidade. 
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TartessUs 
Tartesso 
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