Tapeçaria de Bayeux

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A tapeçaria de Bayeux é um imenso tapete bordado, datado do século XI, que descreve os eventos-chave da conquista normanda da Inglaterra por Guilherme II da Normandia, notadamente a batalha de Hastings (14 de outubro de 1066). Quase a metade das cenas, no entanto, descrevem fatos anteriores à própria batalha. Embora muito favorável a Guilherme o Conquistador (a ponto de ser considerada como uma obra de propaganda), a tapeçaria tem um inestimável valor documental acerca do século XI na Inglaterra e na Normandia, incluindo vestuário, castelos, navios e condições de vida da época. Nesse sentido, constitui-se em um raro exemplo da arte românica profana.
Tapeçaria de Bayeux 
A tapeçaria de Bayeux é um imenso tapete bordado, datado do século XI, que descreve os eventos-chave da conquista normanda da Inglaterra por Guilherme II da Normandia, notadamente a batalha de Hastings (14 de outubro de 1066). Quase a metade das cenas, no entanto, descrevem fatos anteriores à própria batalha. Embora muito favorável a Guilherme o Conquistador (a ponto de ser considerada como uma obra de propaganda), a tapeçaria tem um inestimável valor documental acerca do século XI na Inglaterra e na Normandia, incluindo vestuário, castelos, navios e condições de vida da época. Nesse sentido, constitui-se em um raro exemplo da arte românica profana. Em 1729 a tapeçaria foi redescoberta por estudiosos, quando estava sendo exibida na Catedral de Bayeux. Atualmente a obra se encontra no Musée de la Tapisserie de Bayeux, na Normandia, e está inscrita desde 2007 na Memória do Mundo pela UNESCO. Segundo a tradição, o bordado teria sido feito por Matilde de Flandres, rainha consorte de Guilherme, e pelas suas damas de companhia. No entanto, o mais provável é que tenha sido confeccionada numa oficina profissional da Inglaterra ou da França (mas não em Bayeux), na década de 1070, por encomenda do meio-irmão de Guilherme, Odão, Bispo de Bayeux e duque de Kent. O bordado foi feito sobre linho, com lã tingida com vários pigmentos vegetais. A autoria do desenho é atribuída aos monges da Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária. A tapeçaria mede cerca de 70 metros de comprimento por meio metro de altura. Nela são representadas cerca de 60 cenas, com tituli em latim. A primeira cena representa Eduardo o Confessor enviando Haroldo à Normandia. As últimas cenas retratam o desembarque de 28 de Setembro e a batalha de Hastings, até à coroação de Guilherme como rei de Inglaterra, no dia de natal de 1066. O modo de disposição dos desenhos é invulgar para a época e faz com que a tapeçaria seja também uma peça importante na história da arte. Alguns historiadores conferem à tapeçaria de Bayeux o estatuto de precursor da banda desenhada (no Brasil, história em quadrinhos). A secção que representa a batalha de Hastings tem sido estudada por gerações de historiadores militares, como um documento acerca das armas, armaduras e parafernália militar em uso na época. É também um dos relatos disponíveis da batalha, apesar de assumir um ponto de vista obviamente favorável a Guilherme. Com base na tapeçaria de Bayeux, acreditou-se por muitos anos que Haroldo II de Inglaterra (ou Haroldo, filho de Goduíno) tivesse morrido com uma seta no olho, durante a batalha. Recentemente, verificou-se que a figura pode ter sido mal identificada. Haroldo corresponderia a uma outra personagem da cena. Outra imagem importante contida na tapeçaria é o Cometa Halley, retratado em destaque por ser interpretado como um prenúncio da ascensão de Guilherme ao trono. De facto, cálculos astronómicos mostram que este cometa esteve visível em 1066. 
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