Silvio Tendler

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Silvio Tendler (Rio de Janeiro, 1950) é um documentarista brasileiro. Conhecido como "o cineasta dos vencidos" ou "o cineasta dos sonhos interrompidos" por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros, Silvio já produziu cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Em 1981 fundou a Caliban Produções Cinematograficas Ltda., produtora direcionada para biografias históricas de cunho social.Grande parte da obra de Tendler pode ser conferida gratuitamente em seu próprio canal no Youtube, Caliban Cinema e Conteúdo.
Silvio Tendler 
Silvio Tendler (Rio de Janeiro, 1950) é um documentarista brasileiro. Conhecido como "o cineasta dos vencidos" ou "o cineasta dos sonhos interrompidos" por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros, Silvio já produziu cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Em 1981 fundou a Caliban Produções Cinematograficas Ltda., produtora direcionada para biografias históricas de cunho social. É licenciado em História pela Universidade Paris VII, mestre em Cinema e História pela École des Hautes-Études/Sorbonne e especialização em Cinema Documental aplicado às Ciências Sociais no Musée Guimet, também na Sorbonne. Seus filmes são resgates da memória brasileira e inspiram seus espectadores à reflexão: sobre os rumos do Brasil, da América Latina e do mundo em desenvolvimento. É dono de um jeito peculiar de fazer cinema. Entre a gestação de uma ideia, sua execução e finalização, muitas vezes contam-se décadas. Tem sempre vários projetos e vai tocando todos ao mesmo tempo. Parte das pesquisas de seus filmes tem origem no volumoso acervo particular de imagens, com mais de dez mil títulos sobre a História do Brasil e do mundo dos últimos 50 anos. Tendler é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1 milhão e 800 mil espectadores), "Jango" (1 milhão de espectadores) e "Anos JK" (800 mil espectadores). Seus filmes "Jango" e "Anos JK", apesar de falarem sobre o golpe militar de 1964 e a democracia, foram lançados ainda em plena ditadura militar, em 1984 e 1980 (já no período da abertura política e após a anistia, no governo Figueiredo), respectivamente. A partir de então, continuou produzindo uma série de documentários que conquistaram diversos prêmios de público e crítica, divulgando a cultura e a história brasileira para o resto do mundo. Em 2005 recebeu o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, Itália, pelo conjunto da obra. Em 2008, foi homenageado no X Festival de Cinema Brasileiro em Paris, com uma retrospectiva de seus filmes. Ainda neste ano, foi condecorado com a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, por relevantes serviços prestados à causa pública do Estado. Em 2009 lançou Utopia e Barbárie, filme que Tendler levou 19 anos construindo e que foi filmado em 15 países, tendo sido considerado pelo jornalista Mauro Santayana como uma obra-prima. "Sua visão pessoal do que foram o mundo e o Brasil neste período é antológica, para dizer o mínimo, e representa o clímax de uma carreira." De 2011 a 2014, lançou três médias compondo a Trilogia da Terra, que alertam sobre os riscos dos agrotóxicos na alimentação e defendem "um Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, baseado no fortalecimento da agricultura familiar e na democratização do acesso à terra através da Reforma Agrária". Em 2011, Tendler sofreu uma grave doença que o deixou tetraplégico. Após uma delicada operação na medula, ele foi aos poucos recuperando os movimentos e a vontade de fazer novos filmes. O documentário A Arte do Renascimento, de Noilton Nunes, registra esse momento da vida do cineasta. Grande parte da obra de Tendler pode ser conferida gratuitamente em seu próprio canal no Youtube, Caliban Cinema e Conteúdo. 
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