Região

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Região é, originalmente, um conceito de síntese da geografia que pretende definir, numa certa porção da superfície terrestre, uma identidade espacial homogênea fundamentada na análise dos elementos naturais e humanos. Contudo, tal termo passou a fundamentar uma área do pensamento geográfico denominada Geografia Regional. Ao decorrer do século XX tal denominação tem passado por diversas revisões conceituais e atualmente seu uso tornou-se conflituoso e ambíguo para um olhar que esteja fora do âmbito da epistemologia geográfica.
Região 
Região é, originalmente, um conceito de síntese da geografia que pretende definir, numa certa porção da superfície terrestre, uma identidade espacial homogênea fundamentada na análise dos elementos naturais e humanos. Contudo, tal termo passou a fundamentar uma área do pensamento geográfico denominada Geografia Regional. Ao decorrer do século XX tal denominação tem passado por diversas revisões conceituais e atualmente seu uso tornou-se conflituoso e ambíguo para um olhar que esteja fora do âmbito da epistemologia geográfica. Uma região pode ser qualquer área geográfica que forme uma unidade distinta em virtude de determinadas características, um recorte temático do espaço. Em termos gerais, costumam, mas não necessariamente, ser menores que um país, e podem ser delimitadas em diversas escalas de acordo com as necessidades do estudo. Na União Europeia, por exemplo, o território está dividido em NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins Estatísticos), que em alguns países vieram substituir algumas das subdivisões tradicionais dos territórios nacionais. A divisão e administração territorial difere, de facto, de país para país, concretizando-se segundo políticas próprias e tendo em conta particularidades geográficas, étnicas, históricas, económicas, ecológicas, entre outras. Na geografia tradicional, as regiões eram entendidas como sínteses de elementos físicos e sociais em integração, sendo reconhecidas pela descrição da paisagem. Nesse sentido, a região era uma paisagem diferenciada. O geógrafo clássico que mais se destacou no desenvolvimento desse tipo de estudo regional foi Paul Vidal de La Blache . Já na geografia quantitativa, a região passa a ser pensada como uma divisão de área definida a partir de critérios de homogeneidade e/ou de relações funcionais. Os “belts” ou “cinturões” da agricultura norte-americana são exemplos de regiões homogêneas (cinturão do trigo, cinturão do milho, etc.), enquanto as regiões de influência de cidades são exemplos de regiões funcionais. A geografia humanista (ao menos na proposta de Armand Frémont), concebe a região não apenas com base em critérios econômicos e político-administrativos, mas também como espaço de identidade e de pertencimento. A região é, assim, um espaço mais amplo do que o lugar e onde vivem as pessoas com as quais um determinado indivíduo se identifica. Por exemplo, se uma pessoa que nasceu no Nordeste do Brasil acha que os nordestinos têm um jeito próprio de ser, irá pensar nessa região como o espaço em que vivem pessoas iguais a ela, muito embora ela não tenha visitado a maior parte dessa região. A geografia crítica relegou o estudo regional a um plano secundário, pois o identificou com o empirismo da vertente tradicional. Os geógrafos críticos preferem trabalhar com os conceitos de espaço e de território. Alguns geógrafos que procuraram trabalhar com questões regionais numa perspectiva crítica são Yves Lacoste e Edward Soja. Vale também mencionar que Milton Santos elaborou uma proposta de regionalização do território brasileiro em seu livro Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Devido à crise do planejamento regional, que se inicia nos anos 1980, o conceito de região não tem sido muito trabalhado pela geografia e nem pela economia regional. Hoje, o conceito mais usado pelos geógrafos latino-americanos é o de território . 
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