Período homérico

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O período homérico (1150 a.C.-800 a.C.) refere-se ao período da história da Grécia Antiga cujo início tem lugar a partir da suposta invasão dórica e do final da Civilização Micênica no século XI a.C. e cujo fim é marcado pela ascensão das celulas cidades-estados gregas no século IX a.C., pela literatura épica de Homero e pelos primeiros registros escritos a utilizarem o alfabeto grego, no século VIII a.C..
Período homérico 
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Período homérico 
O período homérico (1150 a.C.-800 a.C.) refere-se ao período da história da Grécia Antiga cujo início tem lugar a partir da suposta invasão dórica e do final da Civilização Micênica no século XI a.C. e cujo fim é marcado pela ascensão das celulas cidades-estados gregas no século IX a.C., pela literatura épica de Homero e pelos primeiros registros escritos a utilizarem o alfabeto grego, no século VIII a.C.. A arqueologia mostra que houve um colapso da civilização que habitava o mundo Mediterrâneo oriental durante esse período. Os grandes palácios e cidades dos micênicos foram destruídos ou abandonados. A civilização hitita entrou em colapso. Cidades inteiras foram destruídas, desde Troia até Gaza. A língua grega passou a ser escrita. A arte cerâmica do período homérico grega consistia em desenhos geométricos simplistas, a decoração figurativa da produção micênica anterior sendo inexistente. Os gregos do período homérico viviam em habitações menores e mais esparsas, o que sugere a fome, escassez de alimentos e uma queda populacional. Não foram encontrados em sítios arqueológicos nenhum artigo importado, mostrando que o comércio internacional era mínimo. O contato entre poderes do mundo exterior também foi perdido durante essa época, resultando num progresso cultural vagaroso, bem como uma atrofia em qualquer tipo de crescimento. Os reis desse período mantiveram sua forma de governo até que foram substituídos por uma aristocracia. Mais tarde, em algumas áreas, essa aristocracia foi substituída por um setor aristocrático dentro de si próprio - a elite da elite. As técnicas militares de guerra tiveram seu foco mudado da cavalaria para a infantaria, e devido ao barato custo de produção e de sua disponibilização local, o ferro substituiu o bronze como metal, sendo usado na manufatura de ferramentas e armas. Lentamente a igualidade cresceu entre os diferentes estratos sociais, resultando na usurpação de vários reis e na ascensão do geno (γένος), ou família. As famílias (γένοι, génoi) começaram a reconstruir seu passado, na tentativa de traçar suas linhagens a heróis da Guerra de Troia, e ainda mais além - principalmente a Hércules. Enquanto a maior parte daquelas histórias eram apenas lendas, algumas foram separadas por poetas da escola de Hesíodo. Alguns desses "contadores de histórias", como eram chamados, incluíam Hecateu de Mileto e Acusilau de Argos, mas a maioria desses poemas foram perdidos. Acredita-se que os poemas épicos de Homero contêm um certo montante de tradição preservada oralmente durante o período homérico. A validade histórica dos escritos de Homero têm sido disputada vigorosamente (cf. a "questão homérica"). Ao fim desse período de estagnação (uma das principais características do período homérico) a civilização grega foi engolida por uma renascença que espalhou-se pelo mundo grego chegando até ao Mar Negro e à Espanha. 
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