Olduvaiense

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Olduvaiense é o termo usado em arqueologia para se referir às primeiras indústrias líticas dos hominídeos durante o período Paleolítico Inferior, na África. A denominação refere ao sítio arqueológico mais importantes de tais indústrias: a Garganta de Olduvai, na Tanzânia.O termo Olduvaiense pode ser considerado equivalente ao que fora da África foi chamado de Pré-Acheulense, Paleolítico Inferior Arcaico ou Cultura dos Seixos Talhados (Pebble culture, em inglês) e Modo técnico 1; porém, no continente africano os vestígios arqueológicos são sensivelmente mais antigos.
Olduvaiense 
Desconhecido 
Olduvaiense 
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Olduvaiense é o termo usado em arqueologia para se referir às primeiras indústrias líticas dos hominídeos durante o período Paleolítico Inferior, na África. A denominação refere ao sítio arqueológico mais importantes de tais indústrias: a Garganta de Olduvai, na Tanzânia. O termo Olduvaiense pode ser considerado equivalente ao que fora da África foi chamado de Pré-Acheulense, Paleolítico Inferior Arcaico ou Cultura dos Seixos Talhados (Pebble culture, em inglês) e Modo técnico 1; porém, no continente africano os vestígios arqueológicos são sensivelmente mais antigos. A respeito dos primeiros utensílios fabricados por hominídeos, ficam ainda alguns interrogantes. Primeiro, a questão de qual foi a primeira espécie em elaborar ferramentas e se tal rasgo é suficiente como para considerar tal espécie dentro do gênero Homo. Em segundo lugar, não se pode afirmar, ao menos para os vestígios mais antigos, que se trate de ferramentas fabricadas por alguém consciente do que fazia. As primeiras referências a indústrias humanas extremamente antigas na África são devidas a E. J. Wayland, que estudou na antiga Rodésia do Norte (atual Zâmbia) um sítio arqueológico à beira do rio Kafue, pelo qual batizou a fácies cultural como Kafuense, que depois volveu a encontrar em Uganda; ambas eram zonas pertencentes ao Império britânico. O Kafuense está sendo questionado como cultura independente. A descoberta científica, pelo outro lado, deve-se ao trabalho de Louis Leakey na década de 1930 e de 1940. Leakey trabalhou na Garganta de Olduvai, contrastando solidamente os seus resultados, que serviram de efeito multiplicador para fazer a conhecer outras indústrias similares, sobretudo no leste, sul e norte da África. Contudo, atualmente a maior parte dos achados aconteceram na superfície, raramente associáveis a uma estratigrafia fiável que permita uma datação precisa e o estabelecimento de uma sequência evolutiva (por exemplo, o curso alto do rio Semliki, no Congo, Fejej, na Etiópia ou Uádi Saura na Tunísia). Em esses casos, os poucos sítios escavados e bem datados servem como referência para balizar aqueles outros por meio de analogias, quase sempre tipológicas. Considerando o desaparecimento das ferramentas de materiais perecíveis como a madeira ou o osso, a panóplia Olduvaiense mais pura fica limitada ao seixo talhado (entendido como ferramenta, como núcleo ou como ambas as coisas) e a lasca (retocada ou não), embora se acrescentem novos tipos líticos à medida que este evolui, cada vez mais especializados e sofisticados. 
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