Mutilação política na cultura bizantina

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Mutilação no Império Bizantino foi um método comum de punição para criminosos da época, mas também tinha um papel na vida política do império. A mutilação de rivais políticos pelo imperador era considerado um modo efetivo de marginalização a partir da linha de sucessão de uma pessoa que foi vista como uma ameaça. Na cultura bizantina o imperador era uma reflexão de autoridade celestial. Uma vez que Deus era perfeito o imperador também tinha que ser imaculado; qualquer mutilação, especialmente feridas faciais, equivalia a desqualificar um indivíduo de sua possibilidade de ascender ao trono. Uma exceção foi Justiniano II, que teve seu nariz cortado (em grego: ρινοκοπια; transl.: rhinokopia) quando foi deposto em 695, mas conseguiu retornar ao trono em 705.
Mutilação política na cultura bizantina 
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Denis F. Sullivan 
Hans-Veit Beyer; Sokrates Kaplaneres; Ioannis Leontiadis 
Ludwig, Claudia; Zielke, Beate et al. 
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A History of the Byzantine State and Society 
The Oxford Dictionary of Byzantium 
The Byzantine family of Kantakouzenos ca. 1100–1460: A Genealogical and Prosopographical Study 
History of the Byzantine State 
The Last Centuries of Byzantium, 1261–1453 
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Prosopographisches Lexikon der Palaiologenzeit 
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Mutilação no Império Bizantino foi um método comum de punição para criminosos da época, mas também tinha um papel na vida política do império. A mutilação de rivais políticos pelo imperador era considerado um modo efetivo de marginalização a partir da linha de sucessão de uma pessoa que foi vista como uma ameaça. Na cultura bizantina o imperador era uma reflexão de autoridade celestial. Uma vez que Deus era perfeito o imperador também tinha que ser imaculado; qualquer mutilação, especialmente feridas faciais, equivalia a desqualificar um indivíduo de sua possibilidade de ascender ao trono. Uma exceção foi Justiniano II, que teve seu nariz cortado (em grego: ρινοκοπια; transl.: rhinokopia) quando foi deposto em 695, mas conseguiu retornar ao trono em 705. Alguns desfiguramentos praticados tinham uma justificativa racional secundária também. Isto pode ser visto em um método comum de mutilações, a cegueira. Cegar um rival não só restringia a sua mobilidade, mas tornava-os também incapazes de liderar um exército em combate, uma habilidade importante para tomar o controle do império na época. A castração foi também usada para eliminar potenciais oponentes. No Império Bizantino, ser castrado significava a perda da masculinidade, ser um meio-morto, levar uma "vida que era meia morte". Castração também eliminava qualquer chance de herdeiros nascerem para ameaçar o imperador ou o lugar dos filhos dele na sucessão ao trono. Cegamento como forma de punição para rivais políticos e como pena reconhecida para traidores passou a ser utilizado em 705, embora o imperador Focas tenha usado o método anteriormente durante seu governo. A castração como punição para rivais políticos não entrou em uso até mais tarde, tornando-se popular nos séculos X e XI. Homens castrados não eram vistos como uma ameaça, pois não importa quanto poder eles ganhassem, eles nunca poderiam assumir o trono, e a numerosos eunucos foram confiados altos cargos administrativos e na corte. Um bom exemplo é de Basílio Lecapeno, o filho ilegítimo do imperador Romano I Lecapeno, que foi castrado quando jovem. Ele ganhou poder suficiente para tornar-se paracomomeno e o primeiro ministro de facto durante o reinado de três sucessivos imperadores, mas não poderia assumir o trono para si mesmo. Outras mutilações comuns eram o corte do nariz, da língua e a amputação de membros. 
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