Muammar al-Gaddafi

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Muammar Abu Minyar al-Gaddafi () (em árabe: معمر القذافي, transl. Muʿammar al-Qaḏḏāfī; Sirte, 7 de junho de 1942 - Sirte, 20 de outubro de 2011) foi um militar, político, ideólogo e ditador líbio, sendo o de facto chefe de estado do seu país entre 1969 e 2011.Seus 42 anos de governo o fizeram o líder não monarquico há mais tempo no poder desde 1900, sendo também o líder árabe que mais tempo ficou no poder.
Muammar al-Gaddafi 
xsd:integer 1961 
Idris I 
Muammar al-Gaddafi Signature.svg 
sim 
Medalha da Revolução de 1969 
Fatiha al-Nuri 
Safia Farkash 
julho de 2012 
Mustafa Abdul Jalil 
Ele mesmo( ) 
Muammar al-Gaddafi at the AU summit.jpg 
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até 2 de março de 1977 
até 2 de março de 1979 
até 23 de agosto de 2011 
até 31 de janeiro de 2010 
até16 de julho de 1972 
Líbia Italiana 
Muammar al-Gaddafi 
Muammar Abu Minyar al-Gaddafi 
sim 
Chefe de Estado da Líbia 
Presidente do Conselho do Comando Revolucionário da Líbia 20px 
Presidente da União Africana 
Primeiro-ministro da Líbia 
Secretário-Geral do Congresso Geral do Povo da Líbia 
مُعَمَّر القَذَّافِي 
Comandante-em-chefeForças Armadas da Líbia 
Chefe de EstadodaLíbia 
PresidentedoConselho do Comando RevolucionáriodaLíbia20px 
مُعَمَّر القَذَّافِي 
Muammar Abu Minyar al-Gaddafi () (em árabe: معمر القذافي, transl. Muʿammar al-Qaḏḏāfī; Sirte, 7 de junho de 1942 - Sirte, 20 de outubro de 2011) foi um militar, político, ideólogo e ditador líbio, sendo o de facto chefe de estado do seu país entre 1969 e 2011. Gaddafi chegou ao poder em 1969, sem derramar sangue, por meio de um golpe de estado e assumiu a função formal de Chefe da Nação até 1977, quando renunciou o comando do chamado Conselho do Comando Revolucionário da Líbia e alegou apenas ser uma figura simbólica do governo. Seus críticos dizem que ele agia como um autocrata ou um demagogo, apesar do antigo governo líbio dizer que ele não detinha qualquer poder e o próprio Gaddafi tentava passar a imagem de um estadista-filósofo. Após Gaddafi renunciar o cargo, ele ficou conhecido como o "Irmão Líder e Chefe da Grande Revolução de Jamahiriya Popular Socialista da Líba" ou "líder Fraternal e chefe da revolução"; em 2008, durante um encontro de líderes africanos, alguns destes o chamaram de "Rei dos Reis". Depois de chegar ao poder em 1969, ele aboliu a Constituição Líbia de 1951 e estabeleceu políticas alinhadas com sua ideologia chamada de "Terceira Teoria Internacional" que foram publicadas em seu trabalho intitulado Livro Verde. Depois de estabelecer a jamahiriya ("estado de massas") em 1977, ele assumiu uma figura simbólica e representativa no governo, apesar de que, de facto, o poder político total estava concentrado em sua pessoa, recaindo sobre ele a responsabilidade de fazer as políticas de Estado. Durante seu governo, a Líbia experimentou alguns períodos de forte crescimento econômico, por muito abalado pelas sanções impostas por países ocidentais contra seu governo. Devido as enormes rendas provenientes do petróleo, Gaddafi pode sustentar vários programas sociais que acabaram por dar a Líbia o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do continente africano, além de aumentar a participação das mulheres na vida pública e de dar mais direitos aos negros. Durante seu governo, a Líbia teve a menor dívida pública do mundo. Apesar dos períodos de crescimento econômico e dos avanços nas áreas sociais, os criticos do seu regime alegavam que Gaddafi concentrava boa parte das riquezas do seu país em sua própria mão, tendo uma fortuna pessoal estimada em 200 bilhões de dólares, enquanto boa parte da população do país vivia na pobreza. Muitos dos negócios e empresas líbias estavam supostamente sob controle direto de Gaddafi e de membros de sua família. Na década de 1980, ele participou de vários conflitos armados e assumidamente adquiriu armas químicas. Em resposta, a comunidade internacional lançou várias sanções contra a Líbia. Seis dias após a captura de Saddam Hussein por tropas americanas em 2003, Gaddafi anunciou que seu Estado estava abrindo mão de todos os programas de construção de armas de destruição em massa e convidou inspetores internacionais para que verificassem que ele estava comprometido com isso. Em resposta, o governo Bush removeu a Líbia da lista de países que apoiavam o terrorismo. Logo em seguida, a ONU retirou as sanções impostas contra o país. Em fevereiro de 2011, frente a protestos pedindo sua derrocada do poder, Gaddafi respondeu aos manifestantes com violência, porém as manifestações contrárias ao seu governo se intensificaram. Então eclodiu no país uma violenta guerra civil, colocando em confronto forças leais e contrárias ao regime. Durante este conflito, Gaddafi foi acusado de cometer vários crimes contra a humanidade e um mandado de prisão foi expedido contra ele pela Corte Penal Internacional. Em agosto de 2011, tropas do Conselho Nacional de Transição (CNT) atacaram e conquistaram a capital Trípoli colocando assim Gaddafi e seu governo em fuga. Em 20 de outubro, após 8 meses de guerra, o ex-líder foi morto em Sirte por simpatizantes do CNT. Seus 42 anos de governo o fizeram o líder não monarquico há mais tempo no poder desde 1900, sendo também o líder árabe que mais tempo ficou no poder. 
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Muammar al-Gaddafi 
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