Movimento de Libertação Popular

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O Movimento de Libertação Popular (Molipo) foi uma organização revolucionária guerrilheira formada por estudantes universitários de São Paulo, Brasil, durante os anos de 1970 e 1971, após um processo crítico de profunda divergência com a linha política-militar da Ação Libertadora Nacional - ALN. No final de 1967, esses estudantes universitários, na sua maioria conhecidos lideres do movimento estudantil que lutava contra a ditadura instalada no país, então militantes do setor universitário do Partido Comunista Brasileiro (PCB) de São Paulo, criaram uma cisão interna nesse partido, a qual denominaram "Dissidência Universitária- DI". Posteriormente, a partir de 1968 e durante 1969, os membros da "DI" foram aderindo à Ação Libertadora Nacional - ALN, organização revolucionária formada para com
Movimento de Libertação Popular 
O Movimento de Libertação Popular (Molipo) foi uma organização revolucionária guerrilheira formada por estudantes universitários de São Paulo, Brasil, durante os anos de 1970 e 1971, após um processo crítico de profunda divergência com a linha política-militar da Ação Libertadora Nacional - ALN. No final de 1967, esses estudantes universitários, na sua maioria conhecidos lideres do movimento estudantil que lutava contra a ditadura instalada no país, então militantes do setor universitário do Partido Comunista Brasileiro (PCB) de São Paulo, criaram uma cisão interna nesse partido, a qual denominaram "Dissidência Universitária- DI". Posteriormente, a partir de 1968 e durante 1969, os membros da "DI" foram aderindo à Ação Libertadora Nacional - ALN, organização revolucionária formada para combater o regime ditatorial então vigente, cujo principal organizador e líder era o revolucionário Carlos Marighella, conhecido dirigente político que rompera com o Partido Comunista Brasileiro e aderira a luta armada em 1967. Durante o ano de 1970, ainda como militantes da ALN, quando se encontravam em Cuba aonde realizavam treinamento em táticas de guerrilha, descontentes com os rumos tomados pela ALN no Brasil, organizam uma dissidência interna que, após o retorno ao Brasil, em meados de 1971, dá origem ao MOLIPO.Após a morte de Carlos Marighella, em 4 de novembro de 1969, a direção da ALN passou a ser exercida por Joaquim Câmara Ferreira, o "Toledo". A versão pessoal criada e divulgada por alguns poucos militantes da extinta ALN, que apresenta o MOLIPO como formado pelos serviços secretos cubanos, não passa de uma versão mentirosa, irresponsável, injusta e irrespeituosa com os(as) militantes do MOLIPO, que tem como principal objetivo esconder, mascarar os seus próprios desvios políticos e pessoais, principalmente após assumirem a condução da ALN, depois da morte do dirigente Joaquim Câmara Ferreira, ocorrida em 23 de outubro de 1970. As ações do Molipo para arrecadar fundos no combate à ditadura militar, como ataques, sequestros e "desapropriações de bancos" — um eufemismo político usado pelo grupo para se referir aos assaltos a bancos —, concentraram-se em São Paulo e Rio de Janeiro, embora o grupo revolucionário também agisse em outras regiões, como na Bahia e em Goiás. Durante os primeiros anos da década de 1970, e principalmente a partir de novembro de 1971, o Molipo foi praticamente dizimado, quando vários de seus integrantes foram torturados e mortos (muitos deles com os corpos desaparecidos), após serem presos por agentes da máquina repressiva instituída pelo governo ditatorial — primeiro a Operação Bandeirante (OBAN) e, depois, os diversos DOI-CODIs. Em uma das ocasiões em que José Dirceu voltou do exílio de Cuba, segundo sua biografia, junto com outros integrantes do Molipo, ele teria participado do assassinato de um sargento da Polícia Militar em São Paulo, em 1972. 
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