Meridiano de Tordesilhas

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Meridiano de Tordesilhas é o nome dado ao meridiano definido pelo Tratado de Tordesilhas de 1494 como linha limítrofe na divisão do mundo entre Portugal e Espanha.O Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras "descobertas e por descobrir" situadas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas (1770 km) a Oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Textualmente dizia :
Meridiano de Tordesilhas 
Meridiano de Tordesilhas é o nome dado ao meridiano definido pelo Tratado de Tordesilhas de 1494 como linha limítrofe na divisão do mundo entre Portugal e Espanha. O Tratado estabelecia a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal as terras "descobertas e por descobrir" situadas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas (1770 km) a Oeste das ilhas de Cabo Verde, e à Espanha as terras que ficassem além dessa linha. Textualmente dizia : Em suma, o tratado apenas especificava a linha de demarcação em 370 léguas para Oeste das ilhas de Cabo Verde. Não eram indicados na linha os graus de longitude nem se identificava a ilha cabo-verdiana a partir da qual se deveriam contar essas 370 léguas nem a respectiva longitude. No tratado declarava-se que essas matérias seriam estabelecidas por uma expedição conjunta, mas esta nunca foi feita. A tudo isto deve juntar-se que não era conhecido exactamente o tamanho da esfera terrestre e portanto a distância entre cada meridiano variava de acordo com a longitude que era atribuída à esfera. A consequência é que, mesmo que houvesse acordo em quantas léguas havia num grau de longitude, a sua distância variaria de acordo com o tamanho atribuído à Terra. A determinação da longitude era a única maneira de poder fixar distâncias no mar e a única forma, embora imprecisa, de a determinar era por meio do tempo despendido a percorrer uma determinada distância. Como resultado das negociações, os termos do tratado foram ratificados por Castela a 2 de Julho e, por Portugal, a 5 de Setembro do mesmo ano. Contrariando a bula anterior de Alexandre VI, Inter Coetera (1493), que atribuía à Espanha a posse das terras localizadas a partir de uma linha demarcada a 100 léguas de Cabo Verde, o novo tratado foi aprovado pelo Papa Júlio II em 1506. Afirma Rodrigo Otávio em 1930 que o Tratado teria "um efeito antes moral do que prático"[carece de fontes]. O meridiano foi fixado, mas persistiam as dificuldades de execução de sua demarcação. Os cosmógrafos divergiam sobre as dimensões da Terra, sobre o ponto de partida para a contagem das léguas e sobre a própria extensão das léguas, que diferia entre os reinos de Castela e de Portugal. Já se afirmou ainda que os castelhanos cederam porque esperavam, por meio de sua política de casamentos, estabelecer algum dia a união ibérica, incorporando Portugal.[carece de fontes] O que é mais provável é que os negociadores portugueses, na expressão de Frei Bartolomé de las Casas, tenham tido "mais perícia e mais experiência" do que os castelhanos. 
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