Lúcio Antunes de Sousa

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Lúcio Antunes de Sousa (ou Souza, como em suas assinaturas) foi o primeiro bispo da diocese de Botucatu. Nasceu no município de Lençóis do Rio Verde (hoje Espinosa), no Estado de Minas Gerais, no ano de 1863. Ingressou no seminário de Diamantina-MG em 1880. Foi ordenado sacerdote católico romano em 31 de maio de 1890 (mesmo ano do decreto n. 119-A, de 07 de janeiro, que extinguiu o Padroado). Até sua eleição para bispo de Botucatu no segundo semestre de 1908, Lúcio Antunes de Souza atuou como professor do seminário, como pároco de Montes Claros e como secretário de bispado no âmbito da diocese de Diamantina-MG. Feito cônego em 1902, Lucio foi um dos primeiros colaboradores, para alguns até mesmo co-fundador, do periódico diocesano "A Estrella Polar" cuja primeira edição data do ano de 1903
Lúcio Antunes de Sousa 
Lúcio Antunes de Sousa (ou Souza, como em suas assinaturas) foi o primeiro bispo da diocese de Botucatu. Nasceu no município de Lençóis do Rio Verde (hoje Espinosa), no Estado de Minas Gerais, no ano de 1863. Ingressou no seminário de Diamantina-MG em 1880. Foi ordenado sacerdote católico romano em 31 de maio de 1890 (mesmo ano do decreto n. 119-A, de 07 de janeiro, que extinguiu o Padroado). Até sua eleição para bispo de Botucatu no segundo semestre de 1908, Lúcio Antunes de Souza atuou como professor do seminário, como pároco de Montes Claros e como secretário de bispado no âmbito da diocese de Diamantina-MG. Feito cônego em 1902, Lucio foi um dos primeiros colaboradores, para alguns até mesmo co-fundador, do periódico diocesano "A Estrella Polar" cuja primeira edição data do ano de 1903 e foi impresso ininterruptamente ao longo do século XX, sendo um dos mais antigos periódicos católicos em atividade. Eleito para o episcopado, Lúcio dirigiu-se a Roma onde foi ordenado (sagrado)por D. Joaquim Arcoverde, D. Joaquim Silvério de Souza e D. Francisco do Rego Maia na Capela do Colégio Pio Latino-americano em 15 de novembro de 1908. De volta a Minas Gerais, escreveu ao longo do mês de Janeiro de 1909 a sua primeira e única Carta Pastoral,intitulada "Da União dos Catholicos" (1909). Tomou posse de sua diocese no dia 20 de fevereiro de 1909. Dois anos depois, em 25 de março de 1911, inaugurava o Seminário São José. Em 1912, acolheu as Irmãs de Santa Marcelina na fundação do Colégio dos Anjos (renomeado em 1953 como Colégio Santa Marcelina). Em 1917, inaugurou um dos mais belos Palácios Episcopais do Brasil, construído a partir de planta da chancelaria romana. Visitou sua extensa diocese de 128.940 quilômetros quadrados por três vezes. D. Lúcio faleceu em Botucatu no dia 19 de outubro de 1923. Seus restos mortais encontram-se na cripta da Catedral de Botucatu. REFERÊNCIAS:ALMEIDA, Luiz Castanho de. Dom Lúcio (1863-1923). São Paulo: Editora Odeon, 1938. AQUINO, Maurício de. A criação da diocese de Botucatu-SP entre projetos civis e eclesiásticos (1904-1909). In: XII SIMPÓSIO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES, 2011, Juiz de Fora - MG. ISSN/ISBN 21790019. AQUINO, Maurício de. A Igreja de Botucatu sob a gestão diocesana de D. Lúcio Antunes de Sousa (1909-1923). In: XI ENCONTRO REGIONAL DA ANPUH-PR/ XX SEMANA DE HISTÓRIA DA FAFIJA, 2008, Jacarezinho-PR. ISSN/ISBN:9788561646011 
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