José Custódio de Sá e Faria

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José Custódio de Sá e Faria (? — Buenos Aires, Argentina, 1792) foi um engenheiro militar português, cartógrafo, arquiteto, geógrafo e governador colonial do século XVIII que teve uma longa e importante trajetória nos territórios que atualmente constituem o Brasil, o Uruguai e a Argentina.
José Custódio de Sá e Faria 
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José Custódio de Sá e Faria 
José Custódio de Sá e Faria (? — Buenos Aires, Argentina, 1792) foi um engenheiro militar português, cartógrafo, arquiteto, geógrafo e governador colonial do século XVIII que teve uma longa e importante trajetória nos territórios que atualmente constituem o Brasil, o Uruguai e a Argentina. Formou-se na Academia Militar das Fortificações de Portugal, em 1745. Foi designado pelo vice-rei Gomes Freire de Andrade para fazer parte da Comissão Demarcadora entre os reinos de Portugal e Espanha, tornando-se um dos executores do Tratado de Madri de 1750, na América do Sul, e substituiu o próprio Gomes Freire de Andrade, como governador do Rio de Janeiro, em 1759. Veio para o Brasil como sargento-mor, chefiando a terceira tropa que demarcava a linha da foz do Igureí até a do Jauru. Preparou os dois mapas que ornariam a História topográfica e bélica da Nova Colônia do Sacramento, somente publicada em 1900 por Simão Pereira de Sá. Como coronel, José Custódio foi nomeado governador da Capitania do Rio Grande de São Pedro, que comandava na ocasião um regimento de infantaria na Capitania do Rio de Janeiro, assumindo o cargo em 16 de junho de 1764, quando das invasões castelhanas do Rio Grande do Sul, promovidas pelo Vice-Rei do Rio da Prata, D. Pedro de Ceballos. Tentou, em 1767, reconquistar a vila do Rio Grande, sendo porém mal-sucedido, apesar de ter conseguido desalojar os castelhanos de São José do Norte. Foi retirado do governo e preso por desobedecer às ordens de harmonia que a metrópole ditara, chegando a colocar-se do lado espanhol. Nas lutas posteriores de 1777 contra Pedro de Ceballos, invade a ilha de Santa Catarina. Designado para defender esta fortificação, o agora brigadeiro Sá e Faria foi derrotado pelas forças espanholas. Existindo a possibilidade de ser executado por ordem do Marquês de Pombal, desertou do seu posto, sendo, depois, absolvido pelo Conselho de Guerra, tendo os seus bens confiscados e vendidos em hasta pública. 
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