João Branco Núncio

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João Alves Branco Núncio (Alcácer do Sal, 15 de fevereiro de 1901 — Golegã, 26 de janeiro de 1976) foi um cavaleiro tauromáquico português.Nascido numa casa branca junto à de seu tio António Caetano de Figueiredo, hoje sede da Sociedade Filarmónica Visconde de Alcácer do Sal, o seu avô paterno, Joaquim Mendes Núncio, mudara-se da Golegã para Alcácer do Sal, no ano de 1878.Atuou pela última vez na praça de toiros de Vila Franca de Xira, a 21 de outubro de 1973 .
João Branco Núncio 
outubro de 2009 
João Branco Núncio 
sim 
Cavaleiro Tauromáquico 
João Alves Branco Núncio (Alcácer do Sal, 15 de fevereiro de 1901 — Golegã, 26 de janeiro de 1976) foi um cavaleiro tauromáquico português. Nascido numa casa branca junto à de seu tio António Caetano de Figueiredo, hoje sede da Sociedade Filarmónica Visconde de Alcácer do Sal, o seu avô paterno, Joaquim Mendes Núncio, mudara-se da Golegã para Alcácer do Sal, no ano de 1878. João Branco Núncio cresceu no seio de uma família de lavradores que também criava toiros de lide, estreando-se como cavaleiro amador aos 13 anos, na praça de toiros de Évora. No entanto, para que pudesse prosseguir os estudos, afastou-se dos cavalos e dos toiros nas temporadas seguintes. Regressou às lides em 1917, depois de concluído o antigo Curso Comercial, na Escola Académica de Lisboa. Aí conheceu o seu amigo e futuro rival de arenas Simão da Veiga. Começou a atuar em praças de província, mas o génio que revelava na arte do toureio faziam adivinhar a brilhante carreira que o cavaleiro viria a ter. A 27 de maio de 1923, na Monumental do Campo Pequeno, tomou a alternativa, tendo como padrinho António Luís Lopes, numa corrida empresariada por Patrício Cecílio. Uma semana depois foi contratado para atuar novamente no Campo Pequeno, mas fez constar do seu contrato uma cláusula em que exigia lidar apenas toiros puros, ou seja toiros que nunca tivessem sido lidados ou corridos em praça. Assim, com a ajuda do seu mestre Vitorino Froes e do seu amigo Simão da Veiga, João Núncio iniciou um processo de renovação na corrida à portuguesa, que conduziu ao abandono e, consequentemente, à proibição legal do uso do toiro corrido, possibilitando a execução de sortes frontais: o toureio de caras. Apurado o sentido estético e de lide, revelou-se também inovador na forma como preparava as suas montadas, adaptando cada cavalo da sua quadra a uma lide específica. Foi ainda o primeiro cavaleiro tauromáquico português a atuar em Espanha e em França, estoqueando toiros a cavalo. Cavaleiro de estilo espetacular e figurativo, João Branco Núncio participou, ao longo da sua carreira, em mais de 1000 corridas, lidou mais de 2000 toiros e montou cerca de 60 cavalos, alcançando inúmeros êxitos. Em 1949 foi agraciado como comendador da Ordem de Benemerência; em 1963, ao celebrar 40 anos de carreira, com o grau de oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada; em 1973 como comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Atuou pela última vez na praça de toiros de Vila Franca de Xira, a 21 de outubro de 1973 . 
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João Branco Núncio 
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