Harold Timperley

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Harold John Timperley (1898-1954) foi um jornalista australiano, conhecido por seus relatos da China na década de 1930, e pelo livro O que significa a guerra (1938), baseado neles.Timperley começou sua carreira como jornalista na China, em 1921, escrevendo para o Manchester Guardian a partir de 1928, desde Pequim (1921-1936), Xangai (1936-1938) e Nanquim (Maio-Setembro de 1937). Tornou-se um editor da revista ASIA em 1934. Casou-se com Elizabeth Chambers, em Nanquim, agosto de 1937.
Harold Timperley 
Harold John Timperley (1898-1954) foi um jornalista australiano, conhecido por seus relatos da China na década de 1930, e pelo livro O que significa a guerra (1938), baseado neles. Timperley começou sua carreira como jornalista na China, em 1921, escrevendo para o Manchester Guardian a partir de 1928, desde Pequim (1921-1936), Xangai (1936-1938) e Nanquim (Maio-Setembro de 1937). Tornou-se um editor da revista ASIA em 1934. Casou-se com Elizabeth Chambers, em Nanquim, agosto de 1937. Depois da invasão japonesa, seus relatos para o Manchester Guardian estiveram entre as poucas informações de primeira-mão disponíveis no Ocidente. Seus telegramas de Xangai, embora censurados por evezes, formaram a base dos primeiros escritos sobre o massacre. Timperley trocou Xangai por Londres no início de abril de 1938. Lá, publicou o livro O que significa a guerra, que ele também editou, e contém o seu relato, além dos documentos oficiais. O livro recebeu grande atenção, e foi publicado nos Estados Unidos com o título O Terror Japonês na China. Seus conteúdo foi contestado por historiadores japoneses, incluindo Kitamura Minoru. Timperley envolveu-se numa tentativa de convencer o Reino Unido a agir em prol da China. Próximo aos nacionalistas e a Chiang Kai-shek, especula-se até que ponto ele teria sido simplesmente apoiado por eles, ou teria se envolvido em propaganda a seu favor. Não se contesta que ele assumiu uma linha de pensamento fortemente contrária à guerra, e, num nível pessoal, mantinha amizades com japoneses, incluindo o chefe da agência de notícias Domei, Matsumoto Shigeharu. Em 1939 ele abandonou o jornalismo e passou a trabalhar para o Ministério de Informação chinês, como conselheiro. Continuou a escrever sobre tópicos relacionados ao Japão, incluindo o pensador nacionalista Yoshida Shoin, até o final da Guerra do Pacífico. A partir de 1943, ele trabalhou para a Organização das Nações Unidas. Em 1946, passou a trabalhar para a UNRRA, no seu escritório em Xangai. Em 1947, o Conselho de Segurança das Nações Unidas estabeleceu um comitê na Indonésia para fomentar negociações entre o país e os Países Baixos, e Timperley foi designado como Vice-Secretário-Geral do comitê até 20 de outubro de 1948. Após terminar seu período no cargo, trabalhou para a UNESCO, em Paris. Ao sair da UNESCO, em 1950, Timperley foi para a Indonésia como conselheiro técnico do Ministério do Exterior daquele país. No entanto, uma doença tropical forçou o seu retorno a Londres, no ano seguinte. Pouco tempo após a sua chegada em Londres, entrou em contato com a Sociedade Religiosa dos Amigos, tornando-se um membro da comunidade em 1952. A partir de janeiro de 1954, ele apoiou a campanha War on Want, que combatia a pobreza e a miséria, atuando como um executivo voluntário em tempo integral. Organizou a primeira Conferência War on Want, em maio de 1954. No dia 25 de novembro do mesmo ano foi encontrado numa cama, em estado de semi-consciência, e levado para um hospital em Cuckfield, onde veio a falecer no dia seguinte. 
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