Guerra de Independência de Angola

http://pt.dbpedia.org/resource/Guerra_de_Independência_de_Angola an entity of type: Thing

A Guerra de Independência de Angola, também conhecida como Luta Armada de Libertação Nacional, foi um conflito armado entre as forças independentistas de Angola — UPA/FNLA, MPLA e, a partir de 1966, a UNITA — e as Forças Armadas de Portugal. Para o MPLA, a guerra teve início a 4 de Fevereiro de 1961, quando um grupo de cerca de 200 angolanos, ligados a este movimento, atacou a Casa de Reclusão Militar, em Luanda, a Cadeia da 7.ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT e a Emissora Nacional de Angola. No entanto, para Portugal e para a FNLA, a data é 15 de Março do mesmo ano, data do primeiro ataque das forças de Holden Roberto, a UPA, na região Norte de Angola. A guerra prolongar-se-ia por mais 13 anos, terminando com um cessar-fogo em Junho (com a UNITA) e Outubro (com a FNLA e o MPLA) de 197
Guerra de Independência de Angola 
xsd:integer 1962  1969  1971  1972  1973  1974  1975  1976  1977  1978  1980  1985  1988  1993  1997  1998  1999  2000  2001  2002  2003  2004  2005  2006  2007  2008  2009  2010  2011 
xsd:integer 30000 
Deficientes: 4 684 
Mortos: 3 258 
et al. 
Gates, Henry Louis 
Harvey, Roy 
Kisangani, Emizet François 
Mateus, Álvaro 
Mills, David 
Muchnik, Nicole 
Ollivier, Marc 
Pinto, António Costa 
Pélissier, René 
Vidal, Nuno 
et alii 
xsd:integer 1961 
UNESCO 
Dom Quixote 
Círculo do Livro 
Berg 
Vega 
Doubleday 
Human Rights Watch 
Sextante 
Sage 
Afrontamento 
Amsterdam University Press 
Columbia University Press 
Esfera dos Livros 
Hoover Institution Press 
MIT Press 
Macmillan 
Manchester University Press 
Maspero 
Oxford University Press 
Taylor & Francis Group 
University of California Press 
D. Quixote 
Ashgate Publishing Limited 
Selo Negro 
Gallimard 
Quidnovi 
Texto Editores 
Oficina do Livro 
Edições Colibri 
Intellect 
Tinta da China 
Africa World Press, Inc. 
Beacon Press 
Bobbs-Merrill 
Circulo de Leitores 
Coppens 
Cultures et Développement 
East African Publishers 
Ed. Ateas 
Ed. Intervenção 
Editora da Universidade de São Paulo-Fapesp 
Frank Cass 
Grafibraga 
Institute for the Study of Conflict 
KARTHALA Editions 
Kilombelombe / Edmundo Rocha 
Lúcio e Ruth Lara 
Marspero 
Merriam-Webster, Inc. 
Rita Garcia e Oficina do livro-Sociedade Editorial, Lda. 
Pathfinder Press 
Pluto Press 
Prefácio 
Publicações D. Quixote 
René Pélissier 
Scarecrow Press, Inc. 
Schlettwein 
Zuid-Hollandsche Uitgeversmaatschappij 
Âncora Editora 
xsd:integer
xsd:integer
xsd:integer
Porto 
xsd:integer 70000 
MPLA: 3 000 a 4 500 
Total de 11 000 
UNITA: 500 a 4 500 
UPA/FNLA: 28 000 
xsd:integer 978 
ISBN 
ISBN 0-262-13136-6 
ISBN 0-385-03179-3 
ISBN 0-415-35015-8 
ISBN 0-520-03221-7 
ISBN 0-57958-245-1 
ISBN 0-7190-1719-X 
ISBN 0-7453-1030-3 
ISBN 0-86543-104-3 
ISBN 0195337700 
ISBN 1-56432-091-X 
ISBN 1-84520-074-8 
ISBN 85-314-0528-9 
ISBN 972-20-1481-1 
ISBN 972-8579-20-9 
ISBN 978-0-231-70015-3 
ISBN 978-0-7546-6313- 
ISBN 978-0-8108-5761-2 
ISBN 978-85-7652-128-0 
ISBN 978-85-7652-129-7 
ISBN 978-85-87478-31-3 
ISBN 978-9-722-04522-3 
ISBN 978-9-724-74280-9 
ISBN 978-9-726-99960-7 
ISBN 978-9-727-80315-6 
ISBN 978-9-728-57920-3 
ISBN 978-9-728-81636-0 
ISBN 978-9-895-55780-6 
ISBN 978-9-896-26307-2 
ISBN 978-9-896-28189-2 
ISBN 978-9-896-71074-3 
ISBN 978-90-8964-036-9 
ISBN 978-972-20-4005-1 
ISBN 978-989-555-810-0 
ISBN 9966-25-358-0 
MatasdorioOnzo.jpg 
Soldados portugueses nas matas do Rio Onzo equipados com o fuzil AR-10. 
Basileia 
Boston 
Braga 
Brasília 
Bristol 
Bruxelas 
Filipinas 
Haia 
Lisboa 
Londres 
Luanda 
Manchester 
Maryland 
Navarra 
Niterói 
Paris 
Porto 
São Paulo 
Alfragide 
Nova Iorque 
Amsterdam 
Nairóbi 
EUA 
Farnham 
Stanford 
New Jersey 
Berkeley & Los Angeles 
São Pedro do Estoril 
Beverly Hills & Londres 
Cambridge/Mass. & Londres 
Garden City/NY 
Indianapolis & Nova Iorque 
Londres & Basingstoke 
Londres, Chicago 
Luanda / Lisboa 
Luvaina 
Montamets/Orgeval 
Nova Iorque & Londres 
francês 
inglês 
Carlos 
Edmundo 
George 
José Marques 
João 
P.K. 
António 
António Costa 
Don 
Benjamin 
Douglas 
John 
Rita 
Lúcio 
Patrick 
Stewart 
Thomas 
Anthony 
António Silva 
Tiago 
William 
Wendy 
Benedict 
Kevin 
René 
Ronald 
Camille 
Susana 
Ana Sofia 
Malik 
Edward 
Gerald J. 
Gervase 
Liam Matthew 
Neil 
Basil 
João de 
Dalila 
José Freire 
Albert Adu Boa 
António L. P. 
Arslan 
Assa 
Carolina Barros Tavares 
Elikia 
F. Scott 
Filipe Ribeiro de 
Franz-Wilhelm 
Guerra de Independência de Angola 
J. F. Ade 
Joaquim da Luz 
Jorge Alicérceres 
Leila Leite 
Mário de Souza 
Rui de Azevedo 
Solival 
xsd:integer 65  727  803  2013 
harv 
Acordo do Alvor, independência de Angola 
A Guerra Colonial e o Fim do Império Português 
Almeida 
James 
Teixeira 
Cardoso 
Cunha 
George 
Melo 
Torrão 
Sardinha 
Garcia 
Wheeler 
Davidson 
Fonseca 
Lara 
Pinto 
Rocha 
Wright 
Nunes 
Hernandez 
Pacheco 
Bender 
Antunes 
Barnett 
Bruce 
Shillington 
Brockey 
Clarence-Smith 
Meneses 
Merriam-Webster 
Schubert 
Menezes 
Appiah 
Peixoto 
Moreira de Sá 
Valentim 
Africa Watch Committee 
Ajayi 
Andrade, Mário de 
Bobb 
CEDETIM 
Cabrita Mateus 
Cann 
Chabal 
Chilcote 
Clington 
Goirand 
Heimer 
Hen 
Huibregtse 
Humbaraci 
Lloyd-Jones 
M'Bokolo 
Marcum 
Miah 
Minter 
Okoth 
Okuma 
Pélissier 
Revista Visão 
Silva Cardoso 
Anatomia de Uma Tragédia 
Armed Forces and Societies 
Da Baixa do Cassange a Nambuangongo 
Do século XIX aos nossos dias 
Exile Politics and Guerrilla Warfare 
Revue française d'études politiques africaines 
Testemunho e estudo documental 
Uma Biografia Política 
Visita à história contemporânea 
África do século XIX à década de 1880 
África sob dominação colonial, 1880-1935 
Colonização e descolonização, as ideologias em Portugal 
Angola 
História de Angola 
Salazar 
The third Portuguese empire, 1825-1975: a study in economic imperialism 
Angola under the Portuguese: the myth and the reality 
Portugal's African Wars: Angola, Guinea-Bissau, Mozambique 
Portuguese colonial cities in the early modern world 
The Revolution in Angola: MPLA Life Histories and Documents 
Immigrant associations, integration and identity: Angolan, Brazilian and Eastern European Communities in Portugal 
A History of Africa: African nationalism and the de-colonisation process 
Colonialismo e Lutas de Libertação: Sete Cadernos da Guerra Colonial 
La colonie du Minotaure: Nationalismes et revoltes en Angola 
A Guerra de Angola 1961-1974 
A Guerra e as Igrejas: Angola 1961 - 1991 
A África na sala de aula 
Africa Negra: História e Civilizações 
African Elements in Portugal's Armies in Africa 
Angola 1961 
Angola 1961, o começo da Guerra Colonial 
Angola 61 
Angola libre? 
Angola um Gigante com Pés de Barro 
Angola – O Conflito na Frente Leste 
Angola, Terra Prometida 
Angola: Anatomia de uma tragédia 
Angola: The Hidden History of Washington's War 
Angola: la lutte continue 
Angola: the real story 
Angola: the weight of history 
Anjos na Guerra 
Emerging Nationalism in Portuguese Africa 
Encyclopedia of Africa 
Encyclopedia of African history: A-G 
Guerra de África 
História Geral da África 
In the Eye of the Storm: Angola's People 
La guerre en Angola 
La guerre en Angola oriental 
Land mines in Angola 
Les dilemmes de la décolonisation en Angola 
Merriam-Webster's geographical dictionary 
O III Império Português 
O Império com Pés de Barro 
Limites do Ultramar Português, possibilidades para Angola: O debate político em torno do problema colonial 
Operation Timber: Pages from the Savimbi Dossier 
Os Estados Unidos e a Descolonização de Angola 
Portugal's African Wars 
Qui libère l'Angola 
S.O.S. Angola, Os dias da ponte aérea 
The Anatomy of an Explosion 
The Angolan Revolution 
The qualities of time: anthropological approaches 
Angola: Contribuição ao estudo da Génese do Nacionalismo Moderno Angolano 
The Last Empire: Thirty years of Portuguese Decolonization 
Angola in Ferment: The Background and Prospects of Angolan Nationalism 
A descolonização de 24 de abril de 1974 a 11 de novembro de 1975. Angola: Os mensageiros da guerra 
The destruction of a nation: United States' policy towards Angola since 1945 
Imperial Network and External Dependency: The Case of Angola 
Colonialismo e guerras de libertação: Sete cadernos sobre a guerra colonial 
História da Expansão Portuguesa: Último império e recentramento 
Mamma Angola: sociedade e economia de um país nascente 
África: A vitória traída 
Contra-insurreição em África, 1961-1974: o modo português de fazer a guerra 
The cuban intervention in Angola, 1965-1991: from Che Guevara to Cuito Cuanavale 
Violences et contrôle de la violence au Brésil, en Afrique et à Goa 
Historical Dictionary of the Democratic Republic of the Congo 
Os Anos da guerra, 1961-1975: os portugueses em África - crónica, ficção e história 
um amplo movimento...:Itinerário do MPLA através de documentos de Lúcio Lara 
http://books.google.pt/books?id=LA28AAAAIAAJ&pg=PA114&dq=Clarence-Smith+1985&hl=pt-PT#v=onepage&q=Clarence-Smith%201985&f=false 
http://books.google.com/books?id=G8j5ja5mOFEC&printsec=frontcover&dq=related:ISBN0896802485&hl=pt-PT#v=onepage&q=1878&f=false 
xsd:gMonthDay --04-20 
http://books.google.pt/books?id=bGO3Q-96wkAC&printsec=frontcover&dq=Os+Anos+da+guerra,+1961-1975:+os+portugueses+em+%C3%81frica&hl=pt-PT#v=onepage&q=Os%20Anos%20da%20guerra%2C%201961-1975%3A%20os%20portugueses%20em%20%C3%81frica&f=false 
http://books.google.com/books?id=suMvEWjK-OcC&printsec=frontcover&hl=pt-PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.pt/books?id=ksj2jLpb_wwC&printsec=frontcover&dq=Immigrant+associations,+integration+and+identity:+Angolan,+Brazilian+and+Eastern+European+Communities&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.pt/books?id=f8ytahFHJosC&printsec=frontcover&dq=Land+mines+in+Angola&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.pt/books?id=lHP9HiklGE0C&printsec=frontcover&dq=Angola:+the+weight+of+history&hl=pt-PT&ei=QkWLTqfRD4ix0AW04PTJBQ&sa=X&oi=book_result&ct=book-thumbnail&resnum=1&ved=0CC8Q6wEwAA#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.pt/books?id=LY2LnKwXdcoC&pg=PA10&dq=unita+teixeira+de+sousa&hl=pt-PT#v=onepage&q=unita%20teixeira%20de%20sousa&f=false 
http://books.google.com/books?id=wKLpBu9bE-wC&printsec=frontcover&dq=goirand&hl=pt-PT&ei=fiyTTv_NKIzZsgbLqbgb&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCwQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.pt/books?id=u_0yE0vcBQoC&pg=PA49&dq=de-colonisation+process+angola&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false 
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2009_Carolina_Barros_Tavares_Peixoto-S.pdf 
http://books.google.pt/books?id=cINUCik7OeUC&printsec=frontcover&dq=the+destruction+of+a+nation&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.com/books?id=fy1ESW4rxu0C&pg=PA515&dq=C%C3%B3digo+do+Trabalho+dos+Ind%C3%ADgenas&hl=pt-PT&ei=-Yx9TqCJAY638QPx9OmDAQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CDYQ6AEwAQ#v=onepage&q=C%C3%B3digo%20do%20Trabalho%20dos%20Ind%C3%ADgenas&f=false 
http://books.google.pt/books?id=FvAWPTaRvFYC&printsec=frontcover&dq=Dictionary+of+the+Democratic+Republic+of+the+Congo&hl=pt-PT#v=onepage&q=Dictionary%20of%20the%20Democratic%20Republic%20of%20the%20Congo&f=false 
http://books.google.pt/books?id=40x6CcmwLkAC&printsec=frontcover&hl=pt-PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=snippet&q=1878&f=false 
http://books.google.pt/books?id=Co_VIPIJerIC&pg=PA133&dq=benguela+city+1617&hl=pt-PT#v=onepage&q=benguela%20city%201617&f=false 
http://books.google.com/books?id=oniHYgivYeIC&printsec=frontcover&hl=pt-PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.com/books?id=GTnbiv6yI1IC&pg=PA813&dq=La+guerre+en+Angola+oriental+P%C3%A9lissier&hl=pt-PT&ei=G27JTrTQIdS6hAe27LHDDw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CDsQ6AEwAg#v=onepage&q&f=false 
http://books.google.pt/books?id=Ftz_gtO-pngC&pg=PP6&dq=Encyclopedia+of+African+history:+A-G,+Volume+1&hl=pt-PT#v=onepage&q=FLEC&f=false 
http://books.google.com/books?id=A0XNvklcqbwC&printsec=frontcover&hl=pt-PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false 
xsd:integer
II 
VI 
VII 
xsd:integer
xsd:integer 22 
30 000 
Deficientes: 4 684 
Mortos: 3 258 
22px|borderMovimento Popular de Libertação de Angola(MPLA) 
22pxUnião Nacional para a Independência Total de Angola(UNITA) 
22px|borderFrente Nacional de Libertação de Angola(FNLA) 
22px|borderFrente para a Libertação do Enclave de Cabinda(FLEC) 
Acordo do Alvor, independência de Angola 
Parte da Guerra Colonial Portuguesa 
A Guerra de Independência de Angola, também conhecida como Luta Armada de Libertação Nacional, foi um conflito armado entre as forças independentistas de Angola — UPA/FNLA, MPLA e, a partir de 1966, a UNITA — e as Forças Armadas de Portugal. Para o MPLA, a guerra teve início a 4 de Fevereiro de 1961, quando um grupo de cerca de 200 angolanos, ligados a este movimento, atacou a Casa de Reclusão Militar, em Luanda, a Cadeia da 7.ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT e a Emissora Nacional de Angola. No entanto, para Portugal e para a FNLA, a data é 15 de Março do mesmo ano, data do primeiro ataque das forças de Holden Roberto, a UPA, na região Norte de Angola. A guerra prolongar-se-ia por mais 13 anos, terminando com um cessar-fogo em Junho (com a UNITA) e Outubro (com a FNLA e o MPLA) de 1974. A independência de Angola foi estabelecida a 15 de Janeiro de 1975, com a assinatura do Acordo do Alvor entre os quatro intervenientes no conflito: Governo português, FNLA, MPLA e UNITA. A independência e a passagem de soberania ficou marcada para o dia 11 de Novembro desse ano. Depois de quatro séculos de presença em território africano, no final do século XIX, Portugal achou-se no direito de reivindicar a soberania dos territórios desde Angola a Moçambique, junto das outras potências europeias. Para tal, teria lugar a Conferência de Berlim em 1884. A partir desta data, foram várias as expedições efectuadas aos territórios africanos, às quais se seguiram campanhas militares com o objectivo de "pacificar" as populações. A população tentou resistir mas, dada a superioridade bélica de Portugal, rapidamente abandonaram a resistência por meio das armas. Décadas depois, Portugal foi colocado frente-a-frente com guerras de independência, a primeira das quais a de Angola, que também marcou o início da Guerra Colonial Portuguesa. Seguir-se-iam as da Guiné-Bissau (1963) e de Moçambique (1964). Influenciadas pelos movimentos de autodeterminação africanos do pós-guerra, o grande objectivo das organizações independentistas era "libertar Angola do colonialismo, da escravatura e exploração", impostos por Portugal. Embora Angola fosse um território de grande riqueza de recursos naturais, nomeadamente em café, petróleo, diamantes, minério de ferro e algodão, para o Governo de Portugal, liderado por António de Oliveira Salazar, o que era preciso defender era o regime e não a economia. Muitas vezes incentivados pelo próprio Estado português, cerca de 110 000 imigrantes foram para as colónias africanas, a grande maioria para Angola, nas décadas de 1940 e 1950; em 1960, dos cerca de 126 000 colonos residentes em Angola, 116 000 eram originários de Portugal. Do ponto de vista militar, as tropas portuguesas tiveram que enfrentar uma guerra de guerrilha não-convencional, para a qual não estavam preparadas nem motivadas. O esforço de guerra recaiu sobre o Exército, dadas as características do conflito, apoiado por meios navais e aéreos. Inicialmente, o equipamento do exército português estava obsoleto (a maioria datava da Segunda Guerra Mundial e algum era mesmo anterior), e o número de forças era de cerca de 6 500 homens. A partir do primeiro ano, as forças portuguesas passaram de 33 000 homens (1961) até atingir um contingente de 65 000 no final da guerra, que reunia todos os ramos das Forças Armadas. Embora superior em homens, estes precisavam do apoio dos meios navais e aéreos, tacticamente mais fortes. No entanto, por falta de recursos para apoiar este meios, e pela natureza desgastante do conflito, Portugal foi perdendo a sua superioridade ao longo do conflito. Para combater a guerrilha, Portugal teve de se adaptar com técnicas de contra-subversão a partir de 1966. Em relação à guerrilha, esta estava completamente adaptada ao terreno e ao clima difícil de Angola: moviam-se sem dificuldade em pequenos grupos (10 a 40 elementos), aproveitando-se, ao nível logístico e operacional, do apoio das populações. No entanto, uma das principais ameaças dos guerrilheiros vinha do seu interior: disputas tribais, diferenças étnicas e culturais. Ao longo do conflito, a UPA/FNLA, o MPLA e a UNITA, que actuavam em diferentes regiões de Angola, por vezes defrontavam-se entre eles Estas divergências iriam agudizar-se após a Independência de Angola, com a Guerra Civil Angolana. Em Portugal, a guerra colonial era há muito tempo contestada: a população via os seus familiares a morrer ou a ficarem deficientes; o país via os seus recursos financeiros a esgotarem-se, a produção a decair e a inflação a subir; e surgiam vozes discordantes do regime, desde a esquerda à direita, passando pela igreja católica, pelos movimentos estudantis e pelas associações sindicais. Aliada a esta contestação social, e a uma pressão internacional sobre a condução da Guerra Colonial Portuguesa, vai crescendo a influência comunista sobre os militares portugueses. O fim da guerra em Angola culminará com um golpe de Estado militar em Portugal, a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974. 
xsd:nonNegativeInteger 468 
Parte daGuerra Colonial Portuguesa 
xsd:integer 1645479 
xsd:nonNegativeInteger 141713 
xsd:integer 44971554 

data from the linked data cloud