Guerra Irã-Iraque

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A Guerra Irã-Iraque (português brasileiro) ou Guerra Irão-Iraque (português europeu) foi um conflito militar entre o Irã e o Iraque entre 1980 e 1988, resultado de disputas políticas e territoriais entre ambos os países.Em 1980, o presidente Saddam Hussein, do Iraque, revogou um acordo de 1975 que cedia ao Irã cerca de 518 quilômetros quadrados de uma área de fronteira ao norte do canal de Shatt-al-Arab em troca da garantia de que o Irã cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque que lutava por independência.
Guerra Irã-Iraque 
left 
xsd:integer 105000 
xsd:integer 183931 
xsd:integer 262000 
xsd:integer 800000 
Perdas econômicas em torno de US$500 bilhões de dólares 
Pilotos iraquianos de aeronaves Mirage F1-EQ debatendo antes de uma missão. 
Pilotos iranianos de caças Northrop F-5 antes de uma missão. 
Saddam Hussein 
Abolhassan Bani-sadr 
Adnan Khairallah 
Ali Hassam al-Majid 
Ali Khamenei 
Ali Sayad Shirazi 
Izzat Ibrahim Ad-Douri 
Maher Abd al-Rashid 
Maryam Rajavi 
Massoud Rajavi 
Mohammad-Ali Rajai 
Mohsen Rezaee 
Ruhollah Khomeini 
Salah Aboud Mahmoud 
Taha Yassin Ramadan 
Tariq Aziz 
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xsd:integer 22 
Iranian pilots of Northrop F-5 before mission in Iraq.jpg 
Iraqi pilots of mirage F1 before mission in Iran.jpg 
Iran-Iraq War Montage.png 
Fronteira Irã-Iraque e Golfo Pérsico 
Desgaste mútuo, não ocorreram mudanças territoriais 
Status quo ante bellum; 
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Iraque 
Irã 
* MEK Apoiantes: 
*20px|borda PDC *20px|borda UPC 
Apoiantes: 
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+ de 1 900 helicópteros 
+ de 3 000 aeronaves 
Guerra Irã-Iraque 
(outras estimativas) 
(segundo o governo iraquiano) 
105 000–375 000 soldados e milicianos mortos 
Perdas econômicas em torno de US$500 bilhões de dólares 
262 000–600 000 mortos 
800 000 mortos 
183 931 soldadosmortosou desaparecidos (de acordo com o governo iraniano) 
*20px|bordaPDC 
*20px|bordaUPC 
*MEK 
22px|bordaLíbia 
Apoiantes: 
Iraque 
Irã 
Desgaste mútuo, não ocorreram mudanças territoriais 
Status quo ante bellum; 
+ de 1 900 helicópteros 
+ de 3 000 aeronaves 
1 000 tanques 
1 500 000 em 1988 
100 000 a 150 000Pasdarans eBasijs 
100 000 milicianos 
12 330 peças de artilharia 
3 500 taques 
4 000 veículos blindados 
7 000 peças de artilharia 
747 aeronaves 
750 helicópteros 
8 630 veículos blindados 
850 000 em 1980 
900 000 soldados 
A Guerra Irã-Iraque (português brasileiro) ou Guerra Irão-Iraque (português europeu) foi um conflito militar entre o Irã e o Iraque entre 1980 e 1988, resultado de disputas políticas e territoriais entre ambos os países. Em 1980, o presidente Saddam Hussein, do Iraque, revogou um acordo de 1975 que cedia ao Irã cerca de 518 quilômetros quadrados de uma área de fronteira ao norte do canal de Shatt-al-Arab em troca da garantia de que o Irã cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque que lutava por independência. Exigindo a revisão do acordo para demarcação da fronteira ao longo do Chatt al-Arab (que controla o porto de Basra), a reapropriação de três ilhas no estreito de Ormuz (tomado pelo Irã em 1971) e a cessão de autonomia às minorias dentro do Irã, o exército iraquiano, em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã e, contando com o elemento surpresa, avançou no território iraniano. O Iraque também estava interessado na desestabilização do governo islâmico de Teerã e na anexação do Cuzistão, a província iraniana mais rica em petróleo. Segundo os iraquianos, o Irã infiltrou agentes no Iraque para derrubar o regime de Saddam Hussein. Além disso, fez intensa campanha de propaganda e violou diversas vezes o espaço terrestre, marítimo e aéreo iraquiano. Ambos os lados foram vítimas de ataques aéreos a cidades e a poços de petróleo. Iraque esperava uma guerra rápida, pois contava com um moderno exército equipado pela ex-URSS. Outros países muçulmanos, como o Kuwait e a Arábia Saudita, também lhe davam apoio financeiro, na esperança de enfraquecer o regime de Teerã. O Irã estava isolado internacionalmente, pois considerava os EUA e a ex-URSS igualmente como inimigos. Como vantagem, o Irã contava apenas com uma população bem superior. O exército iraquiano engajou-se em uma escaramuça de fronteira numa região disputada, porém não muito importante, efetuando posteriormente um assalto armado dentro da região produtora de petróleo iraniana. A ofensiva iraquiana encontrou forte resistência e o Irã recapturou o território. Em 1981, somente Khorramshahr caiu inteiramente em poder do Iraque. Em 1982, as forças iraquianas recuaram em todas as frentes. A cidade de Khorramshahr foi evacuada. A resistência do Irã levou o Iraque a propor um cessar-fogo, recusado pelo Irã (os iranianos exigiram pesadas condições: dentre elas a queda de Hussein). Graças ao contrabando de armas (escândalo Irã-Contras), o Irã conseguiu recuperar boa parte dos territórios ocupados pelas forças iraquianas. Nesse mesmo ano, o Irã atacou o Kuwait e outros Estados do Golfo Pérsico. Nessa altura, a Organização das Nações Unidas e alguns Estados Europeus enviaram vários navios de guerra para a zona. Em 1985, aviões iraquianos destruíram uma usina nuclear parcialmente construída em Bushehr e depois bombardearam alvos civis, o que levou os iranianos a bombardear Basra e Bagdá. Entre 1984 e 1987 a guerra terrestre passou para uma fase onde predominou o atrito, que favoreceu o desgaste iraquiano, enquanto o conflito transbordava para o Golfo Pérsico, envolvendo o ataque iraniano a navios petroleiros que saiam do Iraque e o uso de minas submarinas nas proximidades da fronteira marítima dos dois países. Mas, em meados da década de 1980, a reputação internacional do Iraque ficou abalada quando foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas, embora tenha acusado o Irã de fazer o mesmo (1987-1988). A guerra entrou em uma nova fase em 1987, quando os iranianos aumentaram as hostilidades contra a navegação comercial dentro e nas proximidades do Golfo Pérsico, resultando na ampliação da presença de navios norte-americanos e de outras nações na região. Oficiais graduados do exército iraniano começaram a perder credibilidade à medida que suas tropas sofriam perdas de armas e equipamentos, enquanto o Iraque continuava a ser abastecido pelo Ocidente. O conflito começou a efetivamente preocupar as potências quando atingiu o fluxo regular de petróleo, na medida em que os beligerantes passaram a afundar navios e instalações petrolíferas, prejudicando grandes fornecedores como o Kuwait. A partir disso, começaram as pressões mundiais pela paz. No princípio de 1988, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque aceitou, mas o Irã, não. Em Agosto de 1988, hábeis negociações levadas a cabo pelo secretário-geral da ONU, Perez de Cuéllar, e a economia caótica do Irã levaram a que o país aceitasse que a Organização das Nações Unidas (ONU) fosse mediadora do cessar-fogo. O armistício veio em julho e a paz foi restabelecida em 15 de agosto. Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia fronteira com o Irã. Não houve ganhos e as perdas foram estimadas em cerca de 1,5 milhão de vidas. A guerra destruiu os dois países e diminuiu o ímpeto revolucionário no Irã. Em 1989, o aiatolá Khomeini morreu. A partir de então, o governo iraniano passou a adotar posições mais moderadas. Em Setembro de 1990, enquanto o Iraque se preocupava com a invasão do Kuwait, ambos os países restabeleceram relações diplomáticas. 
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Guerra Irã-Iraque 
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