Guerra Civil do Burundi

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A Guerra Civil do Burundi foi um conflito armado com duração de 1993 a 2005. A guerra civil foi o resultado divisões étnicas de longa data entre os hutus e as tribos tutsis no Burundi. O conflito começou após as primeiras eleições multipartidárias no país desde a independência da Bélgica em 1962 e é formalmente dado como finalizado com a tomada de posse de Pierre Nkurunziza, em agosto de 2005. O número de mortos estimado é de 300.000 mortos.
Guerra Civil do Burundi 
Pierre Buyoya 
Sylvie Kinigi 
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Guerrilhas do PALIPEHUTU: 1985-2008 
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FDD: 
FNL: 
c. 20.000 soldados 
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xsd:integer 200000 
Redução das forças armadas a 25.000 efetivos. 
Acordos de paz 
Desmobilização das milicias 
Eleição de Pierre Nkurunziza 
* FDD Ndayikengurukiye * FDD Nkurunziza PALIPEHUTU 
FDNB 
FROLINA 
Governo UPRONA 
Milícias menores de hutus e tutsis 
Rebeldes CNDD 
ULINA 
(FDD dividida desde 2001) 
* FDD Ndayikengurukiye 
* FDD Nkurunziza 
FDNB 
FROLINA(FAP) 
GovernoUPRONA 
Milícias menores de hutus e tutsis 
PALIPEHUTU(FNL) 
RebeldesCNDD(FDD) 
ULINA(FALINA) 
77.900 combatentes desmobilizados entre 2004 e 2008: 41.000 das FDNB, 15.500 dos rebeldes e 21.400 Gardiens de la Paix (políciais) e paramilitares. 
200.000-340.000mortos e 500.000 deslocados. 
Redução das forças armadas a 25.000 efetivos. 
Acordos de paz 
Desmobilização das milicias 
Eleição dePierre Nkurunziza 
1.500-3.000 (2001) 
10.000 paramilitares (2004) 
10.000-12.000 Nkurunziza (2002) 
10.000-16.000 (2000) 
13.000 policias (2005) 
15.000 (2001) 
15.000-16.000 (2002) 
2.000 (1998) 
2.000-3.000 (2002) 
20.000 policias (2004) 
3.000-10.000 (1998) 
30.000 soldados (2005) 
40.000 soldados (1998) 
40.000 soldados (2002) 
5.000 Ndayikengurukiye (2002) 
5.500 policias (2002) 
8.100 (2005) 
FDD: 
FNL: 
c.20.000 soldados (1995) 
Guerra Civil do Burundi 
A Guerra Civil do Burundi foi um conflito armado com duração de 1993 a 2005. A guerra civil foi o resultado divisões étnicas de longa data entre os hutus e as tribos tutsis no Burundi. O conflito começou após as primeiras eleições multipartidárias no país desde a independência da Bélgica em 1962 e é formalmente dado como finalizado com a tomada de posse de Pierre Nkurunziza, em agosto de 2005. O número de mortos estimado é de 300.000 mortos. Em 1962, o país se tornou independente, com uma monarquia que tentava manter um equilíbrio de poder entre Hutus e Tutsis, mas após o ocorrido em Ruanda, os tutsis passaram a monopolizar o poder político e militar, derrubando o rei em 1966 e sucedendo golpes de estado e ditaduras militares entre 1972 e 1973, o governo tutsi comete genocídio contra os hutus, matando de 80 a 210 mil pessoas, expulsando mais 85 mil (outros 10.000 tutsis foram mortos na época pelos confrontos). Em 1988, rebeldes hutus do PALIPEHUTU massacraram 5000 tutsis no norte e entre 1993 e 1994 outos 25.000 sofreram o mesmo destino, grupo rebelde começou seus ataques em 1985. As primeiras eleições nacionais multipartidárias no Burundi foram realizadas em 27 de junho de 1993. Melchior Ndadaye, da Frente para a Democracia no Burundi (FRODEBU) venceu a eleição presidencial e se tornou o primeiro hutu a ser presidente desse país. Os hutus são o grupo étnico majoritário, com 85% da população, mas o governo tinha estado tradicionalmente nas mãos dos Tutsis e seu partido político, a União Nacional para o Progresso (UPRONA). Ndadaye foi morto em um golpe de Estado que os soldados tutsis deram o 21 de outubro de 1993. A violência entre grupos étnicos seguiu ao golpe quase imediatamente, enquanto os hutus atacaram os tutsis responsabilizando-os pelo golpe e a morte de Ndadaye, os militares tutsis mataram milhares de hutus, numa tentativa de manter o poder. Durante grande parte do conflito, o Conselho Nacional para a Defesa da Democracia-Forças para a Defesa da Democracia (CNDD-FDD) foi o principal grupo rebelde hutu que operou no país, os rebeldes ganharam o controle de grandes áreas do noroeste do Burundi, conseguindo atacar em julho de 2003 a capital, Bujumbura, sem sucesso. A guerra se espalhou para países vizinhos, especialmente na República Democrática do Congo, que sofria sua própria guerra civil. Em 2005, os principais grupos rebeldes começaram a desmobilizar e converterem-se em partidos políticos, apesar de alguns setores só aceitarem os acordos de paz em 2008. 
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Guerra Civil do Burundi 
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