Copa do Mundo FIFA de 1978

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A Copa do Mundo FIFA de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 7 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina.Foi uma copa cercada de polêmicas. Muito se deveu ao clima político vivido na Argentina. O país vivia uma brutal ditadura imposta pelos militares, que viram na organização do torneio a oportunidade ideal para popularizar o regime e promover a distração nacional dos problemas políticos e econômicos. Uma autêntica política de "pão e circo".
Copa do Mundo FIFA de 1978 
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Público: 71,615 
Público: 71,666 
Público: 71,712 
Público: 9,624 
Ref: Bouzo 
Árbitro: Archundía 
Árbitro: Barreto 
Árbitro: Biwersi 
Árbitro: Cavanna 
Árbitro: Coelho 
Árbitro: Coerezza 
Árbitro: Corver 
Árbitro: Dubach 
Árbitro: Eriksson 
Árbitro: Garrido 
Árbitro: Gonella 
Árbitro: Gordon 
Árbitro: Jąrguz 
Árbitro: Klein 
Árbitro: Linemayr 
Árbitro: Maksimović 
Árbitro: Martínez 
Árbitro: N'Diaye 
Árbitro: Namdar 
Árbitro: Orosco 
Árbitro: Palotai 
Árbitro: Partridge 
Árbitro: Prokop 
Árbitro: Rainea 
Árbitro: Rion 
Árbitro: Thomas 
Árbitro: Wurtz 
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Abramczik 3' 
Brandts 10' 
Brandts 18' 
Brandts 6' 
D. Müller 70' 
Dirceu 15', 28' 
Haan 27' 
Haan 75' 
Hölzenbein 72' 
Kempes 16', 71' 
Krankl 66', 87' 
Lato 45' 
Nelinho 12' 
Obermayer 79' 
R. van de Kerkhof 84' 
Reinaldo 
Rensenbrink 35' 
Rep 36', 53' 
Roberto Dinamite 
Roberto Dinamite 57', 63' 
Rummenigge 19' 
Szarmach 65' 
Vogts 59' 
W. van de Kerkhof 82' 
Zico 73' 
Dani 
Luque 
Paolo Rossi 
Rangel 
Rossi 
Jordan 
Tarantini 
Lacombe 
Rocheteau 
Velásquez 
Cueto 
A. Tóth 
Asensi 
Benetti 
Berdoll 
Bertoni 
Bettega 
Boniek , 
Csapó 
Cubillas , 
Cubillas , , 
D. Müller 
Dalglish 
Danaeifard 
Deyna 
Dhouib 
Eskandarian 
Flohe , 
Gemmill , 
Ghommidh 
H. Müller 
Houseman 
Kaabi 
Kempes , 
Krankl 
Lato 
Luque , 
López 
Paolo Rossi 14' 
Passarella 
Platini 
Rensenbrink 
Rensenbrink , , 
Rep 
Rowshan 
Rummenigge , 
Schachner 
Sjöberg 
Vázquez Ayala 
Zaccarelli 
Zombori 
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Cartaz promocional da Copa do Mundo Fifa de 1978 na Argentina 
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– 7 gols 
– Nenhum gol 
Antonio Cabrini 
Copa do Mundo FIFA de 1978 
Copa Mundial de Fútbol Argentina '78 Argentina '78 
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Alemanha Ocidental 
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xsd:integer 1982 
A Copa do Mundo FIFA de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 7 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina. Foi uma copa cercada de polêmicas. Muito se deveu ao clima político vivido na Argentina. O país vivia uma brutal ditadura imposta pelos militares, que viram na organização do torneio a oportunidade ideal para popularizar o regime e promover a distração nacional dos problemas políticos e econômicos. Uma autêntica política de "pão e circo". À época se dizia que o craque holandês, Johan Cruijff, se recusara a jogar a Copa, supostamente como forma de protesto contra o regime militar. Recentemente o ídolo do futebol holandês informou que não jogou a copa devido a problemas familiares, pois seus familiares sofreram uma tentativa de sequestro em Barcelona (Espanha), o que deixou a todos traumatizados, necessitando de sua atenção em tempo integral. Como não estaria focado 100% no mundial, preferiu estar ao lado de seus familiares. A organização da Copa de 1978 também apresentou muitas falhas. Os estádios ficaram, em alguns lugares, prontos na última hora, e por isso os gramados recém plantados se soltavam sob os pés dos jogadores. Enquanto a Argentina sediou quase todos os seus jogos em Buenos Aires, os principais rivais faziam um "tour" pelo país, se desgastando com longas viagens. No grupo da Argentina, a Itália roubou a cena e venceu os seus três jogos da primeira fase. Com um gol de Bettega, despachou os donos da casa, 1 x 0. Era a geração de Paolo Rossi, Conti e Scirea começando a brilhar. A Argentina venceu Hungria e França, ambas por 2 x 1 e ficou com a segunda vaga. O bom time francês não levou sorte e acabou eliminado. Craques como Rocheteau, Platini, Tigana e Six brilhariam mais quatro anos depois. No grupo do Brasil, outro drama pós-70. A seleção canarinho, perdida em meio aos malabarismos táticos do técnico Cláudio Coutinho, não empolgava. O time era lento, apático e não se encontrava. Possuía dois jogadores da verdadeira linhagem de camisas 10, Zico e Roberto Rivellino (tricampeão em 1970), mas nenhum dos dois brilhou. Além disso, Coutinho deixou simplesmente o craque Paulo Roberto Falcão, então no Internacional, de fora. No primeiro jogo, o Brasil empatou com a Suécia por 1 x 1. Neste jogo, um lance incomum: no último lance do jogo, há um escanteio a favor do Brasil. A bola é centrada na área e Zico marca um gol de cabeça. Mas o árbitro galês Clive Thomas anulou o gol, argumentando que encerrou o jogo com a bola no ar. O Brasil ainda empatou com a Espanha em 0 a 0. E só se classificou ao vencer a Áustria no terceiro jogo, 1 x 0, gol de Roberto Dinamite. Mesmo com a derrota, a Áustria, que vencera os dois primeiros jogos, ficou com a outra vaga. A Holanda, sem Rinus Michels e Cruijff, não era a mesma e também teve dificuldades em se classificar. Venceu o fraco Irã por 3 a 0, depois empatou com o Peru em 0 a 0 e perdeu da Escócia por 3 a 2. O Peru foi a grande sensação do grupo, com seu futebol clássico e técnico, que tinha Teófilo Cubillas como seu principal artífice. Venceu, ainda na primeira fase, a Escócia por 3 a 1 e goleou o Irã por 4 a 1. Alemanha Ocidental e Polônia dividiram as vagas de seu grupo entre si sem maiores dificuldades. Neste grupo, a Tunísia fez história ao conquistar a primeira vitória de uma seleção africana em copas, fazendo 3x1 no México. Estavam na segunda fase: Argentina, Peru, Brasil e Polônia no Grupo A, e Alemanha, Itália, Países Baixos e Áustria no grupo B. Na segunda fase, a "Laranja Mecânica" reencontrou seu melhor futebol e embalou na Copa: goleou a Áustria por 5 x 1; empatou com a Alemanha Ocidental em 2 x 2 e ganhou da favorita Itália 2 x 1, conseguindo uma vaga para a final. A Azurra que foi a grande sensação da primeira fase com 100% de aproveitamento empatou com a Alemanha em 0 x 0, derrotou a Áustria por 1 x 0 e foi disputar o 3º lugar, por ficar em 2º lugar do grupo. No grupo de Brasil e Argentina, o maior escândalo da história das Copas. O Brasil, modificado com as entradas de Rodrigues Neto, Jorge Mendonça e Roberto Dinamite nos lugares de Edinho, Zico e Reinaldo, se recuperou da apatia da 1ª fase e venceu o Peru por 3 a 0. A Argentina passou pela Polônia por 2 a 0. Em Rosário, argentinos e brasileiros duelaram numa verdadeira batalha, mas o jogo ficou no 0 a 0. Foi jogo nervoso, pois Coutinho escalou o jogador Chicão (falecido em 2008) para intimidar os argentinos com um jogo duro e de marcação. Mas este empate seria fatal para o Brasil. Na última rodada, a equipe venceu tranquilamente a Polônia por 3 a 1. Com este resultado, restava à Argentina vencer o Peru por 4 gols de diferença. Uma vantagem considerável, pois desde que César Luis Menotti se tornara técnico da seleção, os alvi-celestes jamais tinham vencido um jogo por mais de 3 gols. E então a Argentina goleou o Peru por 6 a 0. Uma curiosidade: o goleiro peruano, Ramón Quiroga, era argentino de nascimento. Ao Brasil, restou vencer a Itália na decisão de 3º lugar com um golaço de Nelinho, onde a bola fez uma curva improvável e surpreendeu o experiente goleiro Dino Zoff. O outro gol foi marcado por Dirceu, o grande destaque verde-amarelo no torneio. Na grande final, num Estádio Monumental de Nuñez lotado, os donos da casa queriam a revanche de 1974 e o título em 1978. A Argentina pressiona e Mario Kempes abre o placar. Os holandeses empatam com um belo gol de cabeça de Dirk Nanninga. Aos 45 do segundo tempo, um susto para os argentinos: Rensenbrink acerta a trave de Fillol, para alívio geral nas arquibancadas. Na prorrogação, a Argentina atropela os Laranjas com dois gols - Kempes, de novo, e Bertoni, vingando a derrota de 4 x 0 sofrida na Copa de 74. 
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Copa do Mundo FIFA de 1978 
Copa Mundial de Fútbol Argentina '78 Argentina '78 
Mario Kempes – 6 gols 
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