Castilhismo

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Castilhismo era o nome dado à corrente política do oligarca gaúcho Júlio Prates de Castilhos, no início da República Velha.O Castilhismo era uma corrente política de forte cunho conservador, ao mesmo tempo em que apostava na modernização econômica, por ter na burguesia industrial e urbana suas bases de apoio. Também sofreu forte influência do positivismo de Auguste Comte.O castilhismo tinha três princípios básicos:Getúlio foi o mais destacado e fiel seguidor de Júlio de Castilhos. O Estado Novo nada mais foi do que o transplante para nível nacional do castilhismo.
Castilhismo 
Castilhismo era o nome dado à corrente política do oligarca gaúcho Júlio Prates de Castilhos, no início da República Velha. O Castilhismo era uma corrente política de forte cunho conservador, ao mesmo tempo em que apostava na modernização econômica, por ter na burguesia industrial e urbana suas bases de apoio. Também sofreu forte influência do positivismo de Auguste Comte. O castilhismo tinha três princípios básicos: Embora tenha origens ideológicas no pensamento de Venâncio Aires, o castilhismo como alinhamento político surgiu junto com a ascensão pessoal de Castilhos e do Partido Republicano Riograndense. Ele foi eleito pela primeira vez para o governo estadual em 1891. Em 1893, ocorreu a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, uma verdadeira guerra civil gaúcha em que os liberais pegaram em armas contra o governo de Castilhos e foram derrotados. O líder da oposição, o monarquista Silveira Martins, tinha sido o pivô da proclamação da República em 1889 e era desafeto tanto de Deodoro (que fora governador do Rio Grande no Império e renunciara à presidência em 1891) quanto dos republicanos históricos. A vitória dos pica-paus de Castilhos sobre os maragatos de Silveira Martins na Revolução Federalista de 1893 deu forte impulso ao castilhismo. O castilhismo permaneceu como força hegemônica no Rio Grande do Sul ininterruptamente entre 1893 e 1937. A partir de então, passou a dividir-se entre a nova corrente "getulista" ou "varguista" (alinhada ao trabalhismo de centro-esquerda), e a corrente conservadora de Flores da Cunha, Lindolfo Collor, Walter Só Jobim e Ildo Meneghetti. Inicialmente com alcance apenas local, os castilhistas expandiram sua influência a nível nacional, projetando nomes como Pinheiro Machado, Borges de Medeiros, Flores da Cunha, Lindolfo Collor, Osvaldo Aranha e Getúlio Vargas. O auge do castilhismo se deu em 1930, quando a Revolução alçou Vargas à presidência do Brasil, contando com o apoio inicial de tenentistas e modernistas. Logo, porém, divergências internas evidenciaram as dissidências de Collor e Flores, entre outros, e o próprio Getúlio ajudou a sufocar o castilhismo. Alguns historiadores têm visto no transcurso do regime militar implantado no país em 1964, influências destas idéias. Todos os cinco presidentes militares (dois marechais e três generais) cursaram a Escola de Guerra de Porto Alegre, onde o positivismo e o castilhismo eram visões políticas disseminadas. Getúlio foi o mais destacado e fiel seguidor de Júlio de Castilhos. O Estado Novo nada mais foi do que o transplante para nível nacional do castilhismo. 
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