Almada Negreiros

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José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, São Tomé e Príncipe, 7 de Abril de 1893 — Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar português que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses.
Almada Negreiros 
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Cottinelli Telmo 
Eduardo Lourenço 
Fernando Azevedo 
José Augusto França 
Raquel Henriques da Silva 
Rui Mário Gonçalves 
"Almada - Mito e Mitos de Almada" 
"Almada e Pardal Monteiro" 
"Almada ou do Modernismo como provocação" 
"Almada, nome de architecttore" 
"Anos 10: o fim de oitocentos e os anos de dez" 
"Biografia" 
"José de Almada Negreiros" 
"30 Anos de desenhos, de agitação de ideias e problemas artísticos, de velocidade e de espírito" 
A.A.V.V. 
A,A.V.V. 
Bertrand Editora 
Caminho 
Athena; Sociedade Nacional de Belas Artes 
Fundação de Serralves; Campo de Letras 
Allmadanegreiros1917.jpg 
Almada Negreiros, Teatro da República, Lisboa, 1917 
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n/81/93662 
Lisboa 
Porto 
Modernismo 
Eduardo 
António 
José Augusto 
Almada Negreiros 
Ana Filipa 
Cottinelli 
Fernando de 
Raquel Henriques da 
Rui Mário 
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Prémio Columbano, SPN, 1942.Prémio Domingos Sequeira, 1946.Prémio Nacional das Artes, SNI, 1959.Prémio extra concurso, I Exposição Gulbenkian, 1957.Prémio Diário de Notícias, 1966. 
harv 
França 
Rodrigues 
Candeias 
Gonçalves 
Silva 
Telmo 
Lourenço 
Azevedo 
A.A.V.V. 
A Arte em Portugal no Século XX, 1911-1961 
Almada Negreiros: O menino de olhos de gigante 
Almada: a cena do corpo 
Fernando de Azevedo: um texto uma obra 
Os Anos Quartenta na Arte Portuguesa 
Panorama Arte Portuguesa no Século XX 
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: Roteiro da Coleção 
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Artes Plásticas / Literatura 
José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, São Tomé e Príncipe, 7 de Abril de 1893 — Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar português que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses. Almada Negreiros é uma figura ímpar no panorama artístico português do século XX. Essencialmente autodidata (não frequentou qualquer escola de ensino artístico), a sua precocidade levou-o a dedicar-se desde muito jovem ao desenho de humor. Mas a notoriedade que adquiriu no início de carreira prende-se acima de tudo com a escrita, interventiva ou literária. Almada teve um papel particularmente ativo na primeira vanguarda modernista, com importante contribuição para a dinâmica do grupo ligado à Revista Orpheu, sendo a sua ação determinante para que essa publicação não se restringisse à área das letras. Aguerrido, polémico, assumiu um papel central na dinâmica do futurismo em Portugal: "Se à introversão de Fernando Pessoa se deve o heroísmo da realização solitária da grande obra que hoje se reconhece, ao ativismo de Almada deve-se a vibração espetacular do «futurismo» português e doutras oportunas intervenções públicas, em que era preciso dar a cara". Mas a intervenção pública de Almada e a sua obra não marcaram apenas o primeiro quartel do século XX. Ao contrário de companheiros próximos como Amadeo de Souza-Cardoso e Santa-Rita, ambos mortos em 1918, a sua ação prolongou-se ao longo de várias décadas, sobrepondo-se à da segunda e terceira geração de modernistas. A contundência das suas intervenções iniciais iria depois abrandar, cedendo o lugar a uma atitude mais lírica e construtiva que abriu caminho para a sua obra plástica e literária da maturidade. Eduardo Lourenço escreve: "Estranho arco de vida e arte o que une Almada «Futurista e tudo», Narciso do Egipto da provocante juventude, ao mago hermético certo de ter encontrado nos anos 40, «a chave» de si e do mundo no «número imanente do universo»". Almada é também um caso particular no modo como se posicionou em termos de carreira artística. Esteve em Paris, como quase todos os candidatos a artista então faziam, mas fê-lo desfasado dos companheiros de geração e por um período curto, sem verdadeiramente se entrosar com o meio artístico parisiense. E se Paris foi para ele pouco mais do que um ponto de passagem, a sua segunda permanência no estrangeiro revelou-se ainda mais atípica. Residiu em Madrid durante vários anos e o seu regresso ficou associado à decisão de se centrar definitiva e exclusivamente em Portugal. Ao longo da vida empenhou-se numa enorme diversidade de áreas e meios de expressão – desenho e pintura, ensaio, romance, poesia, dramaturgia… até o bailado –, que Fernando de Azevedo classifica de "fulgurante dispersão". Sem se fixar num domínio único e preciso, o que emerge é sobretudo a imagem do artista total, inclassificável, onde o todo supera a soma das partes. Também neste aspeto Almada se diferencia dos seus pares mais notáveis, Amadeo de Souza-Cardoso e Fernando Pessoa, cuja concentração num território único, exclusivo, foi condição necessária à realização das obras máximas que nos deixaram como legado. Personalidade incontornável, a inserção de Almada Negreiros na vida e na cultura nacionais é extremamente complexa; segundo José Augusto França, dele fica sobretudo a imagem de "português sem mestre" e, também, tragicamente, "sem discípulos". 
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