Afogamento simulado

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O afogamento simulado e uma forma de tortura na qual a pessoa é deitada de costas e imobilizada, com a cabeça inclinada para trás (a chamada "posição de Trendelenburg"), e água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias. Por meio do sufocamento forçado e da inspiração de água, o torturado passa pelo processo de afogamento e é levado a acreditar que a sua morte é iminente. Diferentemente da prática de apenas submergir em água o rosto do torturado pela frente, o afogamento simulado provoca, quase que de imediato, o reflexo faríngeo. Embora nem sempre provoque danos físicos duradouros, o afogamento simulado inclui o risco de dor intensa, danos aos pulmões, dano cerebral causado pela falta de oxigênio, ferimentos (inclusive fraturas ósseas) causados quando o torturado se debat
Afogamento simulado 
O afogamento simulado e uma forma de tortura na qual a pessoa é deitada de costas e imobilizada, com a cabeça inclinada para trás (a chamada "posição de Trendelenburg"), e água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias. Por meio do sufocamento forçado e da inspiração de água, o torturado passa pelo processo de afogamento e é levado a acreditar que a sua morte é iminente. Diferentemente da prática de apenas submergir em água o rosto do torturado pela frente, o afogamento simulado provoca, quase que de imediato, o reflexo faríngeo. Embora nem sempre provoque danos físicos duradouros, o afogamento simulado inclui o risco de dor intensa, danos aos pulmões, dano cerebral causado pela falta de oxigênio, ferimentos (inclusive fraturas ósseas) causados quando o torturado se debate contra as amarras e até mesmo a morte. Os efeitos psicológicos podem perdurar por anos após o procedimento. A técnica do afogamento simulado já era registrada em interrogatórios da Inquisição para obter informações, extrair confissões, punir e intimidar. É considerada tortura por uma variada gama de autoridades, inclusive juristas, políticos, veteranos de guerra, agentes de serviços de informações, juízes militares e organizações de direitos humanos. Em 2007, causaram escândalo nos Estados Unidos as notícias veículadas pela imprensa segundo as quais o Departamento de Justiça havia autorizado a prática, conhecida em inglês como waterboarding, e que a CIA havia submetido a afogamento simulado prisioneiros extrajudiciais. A CIA admitiu haver sujeitado ao procedimento Khalid Sheikh Mohammed, Abu Zubaydah e Abd al-Rahim al-Nashiri, suspeitos da Al-Qaida. No Brasil, durante o regime militar, a prática foi usada na tortura de presos políticos pelas autoridades. Na América Latina, também é conhecida como "submarino". O sistema já foi usado pelo EIIL como método de tortura. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão usou este método e foi condenado também por isso no Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente. 
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